Correio do Minho

Braga, quarta-feira

As mudanças

Saúde escolar: parceiro imprescindível das escolas de hoje

Escreve quem sabe

2018-05-06 às 06h00

Joana Silva

a questão. Somos protagonistas de uma longa metragem que envolvem r histórias ou ciclos com características comuns a outras pessoas, mas a vida em si é única envolta num processo sequencial que implica mudanças internas e externas. As mudanças internas (as da personalidade) compreendem a nossa maturação psicológica e emocional, a chamada preparação para a vida, as lições que apesar de duras e de derrubarem tornaram ao mesmo tempo mais fortes. Não só mas também, todos os desejos e conquistas que não imaginaríamos ser passiveis de alcance. Por sua vez, as mudanças externas, implicam a adaptação ao meio, às vivências no mundo social, laboral e amoroso. São as mudanças mais difíceis, porque nem sempre dependem em exclusivo do/a próprio/a mas sim de outras pessoas afetas cujas prespetivas, personalidades e objetivos diferem e que nem sempre permitem um encaixe de entendimento. Uma mudança, seja de que natureza for, implica decisões que por sua vez, incluem consequências que se desconhece, pois não existem certezas absolutas de um futuro certo com decisão tomada. O medo é um sentimento que paralisa, aterroriza e impede. Corrói emocionalmente e por consequência tornamo-nos mais vulneráveis. Poucas são as pessoas que encaram bem a mudança sem qualquer receio. A maior parte, prefere não sair da sua zona de conforto mesmo que viva num ambiente toxico e não feliz. Conformam-se com experiências negativas diárias, tais como, por exemplo: um emprego que desgasta, porque por mais que trabalhe em prol da entidade nunca o esforço e empenho é valorizado; um lar nada feliz, em que as vivências familiares se pautam por acusações e conflitos; amigos que na verdade não são amigos, mas que se teima em mante-los pelo medo da solidão (mesmo que na presença dos mesmos já estejam nesse mesmo processo de isolamento).

É o medo de assumir riscos que condiciona a felicidade. Há quem tenha um problema psico-patológico com a mudança. Isto é, pessoas que sofrem imenso na hipótese de uma mudança na sua vida, mesmo que seja necessária e para melhor, mas que não conseguem. Frequentemente nesses casos é necessária uma intervenção especialidade muitas vezes ligada a psicoterapia de forma a desmistificar e a trabalhar esses mesmos medos. Pessoas com este traço psicopatológico, tem na sua génese uma infância conturbada onde a crítica depreciativa era predominante. Dizem que, Quem muda Deus ajuda, todavia a voz interior é automática, Falar é fácil. E se for pior do que já estou?!.
Não existe consenso entre, o que se por um lado se quer muito, por outro lado, o ter muito medo. Certamente que já na iminência de uma mudança onde esse mesmo futuro é incerto sentiu : mau estar generalizado, insónia, dores de barriga ou até náuseas, perda de apetite ou compulsão alimentar, dores de cabeça causadas pela tensão muscular. O medo, o receio atua dessa forma.
A mudança implica sim deixar algo para trás mas também tem os seus aspetos positivos, o autocuidado ( preocupar-se mais consigo e não só com terceiras pessoas).

A mudança pressupõe uma visão optimista, a crença efetiva que tudo vai correr bem pois se inicialmente já tivermos uma atitude derrotista, por mais que se deseje essa mesmo mudança , não funciona. A maior parte das pessoas vê a vida como um filme de terror ou um drama numa prespectiva de Só tenho azares na minha vida. Na verdade há que dizer o seguinte as oportunidades são para todos só que o filtro de pensamento pelo qual analisamos os acontecimentos diários nem sempre é o mais positivo. Hoje em dia as pessoas reconhecem mais facilmente os problemas do que uma alegria. Convém referir que, também há azares que posteriormente se tornam em alegrias. A vida não pode ser um conjunto de rotinas toxicas.
Mesmo as mudanças que não foram bem-sucedidas, possibilitaram crescimento interior e uma preparação emocional para outros acontecimentos que mais adiante. Se, se prepara para uma mudança na sua vida e se se sente desnorteado/a primeiro assuma que tem medo, reconheça e converse com alguém. Desabafar é importante pois permite-lhe ouvir uma opinião diferente da sua, outras visões outras prespectivas.
A mudança nem sempre tem esse cariz negativo, afinal a felicidade depende em exclusivo de si e se tiver de mudar para ser feliz faça-o de acordo com o seu timing. Arrisque! Sem medo e siga o seu coração.
Tal como diz o ditado popular, Quem não arrisca, não petisca!

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