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As fragilidades do terceiro setor

Poder de Compra e Bem-Estar das Famílias Portuguesas mantém-se abaixo da média europeia!

As fragilidades do terceiro setor

Escreve quem sabe

2020-11-25 às 06h00

Marta Sousa Marta Sousa

“a metodologia de trabalho rege-se pelo ajuste à capacidade financeira das instituições e não propriamente às necessidades no contexto efetivo”

Existe o setor público, o setor privado e o terceiro setor. Este último surgiu para dar resposta a problemas sociais que o Estado, sozinho, não era capaz. Toda a complexidade dos problemas sociais exige uma integração de recursos que permita dar resposta às necessidades (cada vez mais exigentes) de forma dignificada.
As exigências desta pandemia revelaram as grandes fragilidades existentes no setor social, mas também as fragilidades do Estado que, em situação de calamidade, não se mostrou capaz de dar a resposta necessária às instituições.
A questão é que quando falamos do terceiro setor, falamos de vidas que dependem, a maioria, dos serviços prestados por este setor! Será que podemos também afirmar que as próprias organizações necessitam de uma reestruturação gigante no modo como atuam? Sem dúvida! Isso é já ponto assente.
As respostas tipificadas não são capazes de responder às reais necessidades e expectativas das pessoas.
No caso das respostas sociais para os mais velhos, em Portugal a disponibilidade económica de muitos idosos não lhes permite aceder aos serviços e recursos desejados ou necessários. Por isso mesmo, as respostas sociais para esta população regem-se por um conjunto de normas. No entanto, a metodologia de trabalho rege-se pelo ajuste à capacidade financeira das instituições e não propriamente às necessidades no contexto efetivo. Na realidade, será que há um equilíbrio entre o que é imprescindível investir para que possa ser desenvolvido um serviço com qualidade e aquilo que as respostas sociais têm disponível para dar resposta às necessidades manifestadas?
Criar condições para envelhecer em casa e na comunidade com qualidade e segurança, pode ser o caminho mais estratégico.
Repensar a atuação dos serviços, poderá evitar a institucionalização precoce ou injustificada. É importante referir que a intervenção deve ser completa ou integral, só assim poderão ser criadas condições para um envelhecimento digno, saudável e seguro, ou seja, bem-sucedido.
Atualmente, são evidentes as consequências do isolamento social, o que permite aferir que o apoio ao domicílio direcionado apenas numa vertente de cuidados básicos, é insuficiente para responder às necessidades da população mais velha. A intervenção de uma equipa multidisciplinar é indispensável, as várias vertentes de formação que habilitam profissionais a intervir tanto em contexto comunitário como institucional, complementam-se, justificando um trabalho partilhado e articulado de conhecimentos e competências, em prol de uma atuação mais eficiente.

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