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As dificuldades do PAYT

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Ideias

2016-06-22 às 06h00

Pedro Machado Pedro Machado

Recentemente iniciou-se no centro histórico de Guimarães, um projeto piloto de recolha de resíduos segundo o método PAYT (Pague o que produz).
No final do ano passado, quando o município já se preparava para implementar o projeto, fui amavelmente convidado para a tertúlia “Café com Ambiente”, em Guimarães, juntamente com outros oradores, nomeadamente responsáveis por outros sistemas de resíduos da região, na qual este tema foi debatido.

Na altura, como defensor que sempre fui do método PAYT, apontei diversos pontos positivos, nomeadamente a melhoria do Meio Ambiente e a poupança de recursos que não se reproduzem, mas também:
- Poupança na fatura dos resíduos, estimulando a reciclagem e reduzindo a quantidade de resíduos que são depositados em aterro.
- Mais justiça na fatura a pagar pelos resíduos;
- Combater o desperdício, no difícil contexto económico que atravessamos é prioritário o combate ao desperdício.
Mas também alertei que se correria o perigo, como sempre em Portugal, da falta de civismo e o “chico-espertismo”. Poderia haver quem tente fugir ao pagamento contaminado os resíduos recicláveis, ou mesmo, levar os resíduos para outros pontos do concelho, onde o PAYT não estivesse implementado.

O que se está a passar em Guimarães é que, nestes primeiros meses de implementação, o projeto teve ótimos resultados a nível da recolha de recicláveis, mas tem enfrentado o não cumprimento das regras de utilização dos sacos próprios, fazendo com que algumas pessoas fujam ao pagamento da devida tarifa de recolha de resíduos.

Ora, para estes munícipes, a taxa variável da recolha de resíduos fica indexada à compra dos sacos de plástico fornecidos pela autarquia, os únicos permitidos para a colação dos resíduos indiferenciados. O que tem acontecido é que as pessoas colocam resíduos em sacos diferentes, acabando por não pagar a tarifa. Para não pôr em causa a salubridade, os serviços de recolha do município acabam por recolher todos os sacos.

Aqui está um sistema que tem tudo para funcionar na perfeição, mas que está a
ser aldrabado pela população, o que vai implicar, para além de grande sensibilização, um investimento significativo em fiscalização.

Para qualquer sistema de recolha de resíduos funcionar da melhor forma, seja PAYT, seja recolha porta-a-porta, contentores, ecopontos ou colocação dos resíduos na rua, é necessária a colaboração da população, respeitando as regras de deposição, percebendo que é uma questão cívica.
Todos os métodos podem ser excelentes desde que sejam respeitados.
Ajude-nos ajudando-se!

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