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As claques de futebol

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Ideias

2017-02-19 às 06h00

Joaquim da Silva Gomes Joaquim da Silva Gomes

Realiza-se hoje em Braga, ao final da tarde, um jogo de futebol entre dois dos maiores clubes portugueses, o Sp. Braga e o SL Benfica, que, à semelhança de muitos outros que se realizam pelo país, movimenta a paixão clubista.
A envolvência nestes espetáculos desportivos deve-se em grande parte ao apoio das claques dos clubes. Trata-se de um grupo de adeptos, mais ou menos organizado, que se junta para acompanhar o clube que representam. Contudo, muitas destas claques são vistas com receio e desconfiança pela sociedade, até pelos restantes adeptos de futebol, em virtude de algumas manifestarem comportamentos desajustados ao espírito desportivo, despertando em certas ocasiões ódio e violência.
São várias as claques conhecidas pelo seu comportamento agressivo, os quais resultaram em feridos graves e até fatais. Refiro-me às célebres claques do Liverpool (Inglaterra), que estiveram na origem da tragédia que ocorreu na final da então Taça dos Campeões Europeus, contra a Juventus, em 1985, na qual morreram 38 pessoas. Refiro-me também à claque do Al-Masry, clube do Egito, que em 2012 invadiu o relvado para agredir os jogadores, provocando a morte de 74 pessoas e originando cerca de 250 feridos!
Para além das claques referidas, testemunhamos atos de extrema violência perpetrados por outras claques, de outros clubes e países, dos quais resultaram vários tumultos, feridos e mortes. Refiro-me concretamente às claques do Galatasaray (Turquia); do PAOK (Grécia); do Partizan (Sérvia); do Palmeiras (do Brasil) ou ainda da Lázio de Roma (Itália).
Em Portugal, também existem claques que se destacam pela violência e pelo pânico que causam nas imediações e nos próprios recintos desportivos. Basta observar os seus comportamentos antes e no final dos jogos para comprovarmos esta análise. Refiro-me concretamente às claques, organizadas ou não, do S.L. Benfica, do FC Porto e do Sporting C.P.
Para controlar as claques, principalmente as ligadas aos três maiores clubes portugueses, são necessários vários elementos da polícia, metodicamente preparados e organizados. Neste contexto, seria útil que os elementos que compõem as claques de futebol e os seus líderes apoiassem de forma construtiva os seus clubes, destacando-se também pela aparência com que eram identificados no estádio.
Assim, sendo o SL Benfica associado às águias, imaginemos todos os membros das claques deste clube apresentarem-se no estádio com um chapéu em forma de cabeça de águia. Imediatamente seriam identificados com o clube que apoiam, e destacariam de forma ainda mais vincada o apoio ao seu clube de coração! Seriam, também, momentos de grande beleza coreográfica!
Em relação ao FC Porto, imaginemos os elementos das suas claques aparecerem nos estádios a apoiarem o clube com chapéus em forma de cabeça de dragão! De imediato seriam associados ao clube que representam, divulgando ainda mais a marca que ao clube está associada: o dragão!
Relativamente ao Sporting CP, facilmente destacaríamos os elementos das suas claques se se apresentassem nas bancadas dos estádios com chapéus em forma de cabeça de leão. De imediato eram associados ao clube que representam!
Imaginemos ainda as claques e os adeptos do Sporting de Braga usarem na cabeça a mitra arquidiocesana, que está associada à cidade dos arcebispos. Seriam estes adeptos religiosamente identificados e associados ao seu clube de coração!
Em relação ao Vitória de Guimarães, imaginemos milhares de adeptos deste clube, num estádio, tendo na cabeça capacetes medievais, imediatamente associados ao rei D. Afonso Henriques e aos conquistadores de Guimarães!
Já os adeptos da Académica de Coimbra, associados aos estudantes do Ensino Superior, poderiam apresentar-se a apoiar o seu clube com a cartola universitária na cabeça. Em todo o estádio, facilmente seriam identificados como apoiantes da Académica de Coimbra!
Para não me alongar em mais exemplos de símbolos associados a outros clubes, termino com os adeptos do Gil Vicente, de Barcelos: imaginemo-los com chapéus em forma de cabeça de galo nos estádios. Rapidamente seriam associados ao clube e à cidade originária de uma das mais belas lendas do país!
A utilização de um símbolo, por uma claque, em forma de chapéu, seria a marca mais vincada da associação ao clube que apoiamos. E afirmariam, ainda de forma mais evidente, uma parte das tradições e da história do clube e até da região. Deixariam, sem dúvida, uma marca bem diferente por onde passassem!

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