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As Bibliotecas e a promoção da literacia

A estratégia cultural que tarda

As Bibliotecas e a promoção da literacia

Voz às Bibliotecas

2020-09-17 às 06h00

Rui A. Faria Viana Rui A. Faria Viana

AUNESCO comemorou, no dia 8 de Setembro, o Dia Internacional da Literacia. A este propósito, refira-se que segundo o «Relatório de Peritos de Alto Nível sobre Literacia da União Europeia» (2012) “um número surpreendentemente elevado de europeus não dispõe de literacia suficiente. Os inquéritos nacionais e internacionais mostram que cerca de um em cada cinco adultos e um em cada cinco jovens de 15 anos, não tem as competências de leitura de que necessita para funcionar plenamente numa sociedade moderna”.
Entende-se por literacia, de uma forma simples, a capacidade de perceber e interpretar o que é lido. Ou, então, “as capacidades de processamento da informação escrita na vida quotidiana” (Ana Benavente). A partir daqui, podemos pensar na importância da literacia para o desenvolvimento pleno do indivíduo, como cidadão esclarecido e activo na sociedade actual, mas para isso é essencial que saiba interpretar o que vê, o que lê e o que ouve.
Segundo o mesmo relatório “a literacia é um requisito fundamental para cidadãos de todas as idades na Europa moderna e as alterações na natureza do trabalho, da economia e da sociedade estão, de um modo geral, a torná-la cada vez mais importante”. Os cidadãos necessitam, por isso, de informação permanente e actualizada, e de conhecimentos que lhes permitam tomar as decisões correctas de acordo com as suas opções e necessidades.
A literacia, é cada vez mais importante porque:
- “o mercado de trabalho requer competências de literacia cada vez mais elevadas;
- num mundo digital, a participação social e cívica está a tornar-se mais dependentes da literacia;
- a digitalização está a alterar a própria natureza da literacia, tornando-a mais importante, dado que a interacção e a comunicação social, cívica e económica se centram em torno do mundo escrito;
- a população está a envelhecer e as suas competências de literacia, incluindo as relativas à área digital, necessitam de ser actualizadas;
- a pobreza e o baixo nível de literacia estão fechados num círculo vicioso, em que cada um deles fomenta o outro;
- e a mobilidade e a migração estão a tornar a litetracia cada vez mais multilingue, combinando um vasto leque de contextos culturais e linguísticos”.
Assim, as bibliotecas públicas desempenham um papel fundamental na promoção da literacia. Assumindo-se como centros locais de informação, é seu propósito tornar acessíveis aos utilizadores o conhecimento e a informação de todos os géneros. Para além disso, é seu dever, segundo o Manifesto da Unesco sobre Bibliotecas Públicas (1994), facilitar o desenvolvimento da capacidade de utilizar a informação, apoiar a educação individual e a auto-formação, e apoiar, participar e, se necessário, criar programas e actividades de alfabetização para os diferentes grupos etários.
As bibliotecas públicas, como centros locais de informação, são espaços privilegiados para os cidadãos satisfazerem as suas necessidades de conhecimento e, por excelência, os recursos mais adequados para satisfazer as suas carências no âmbito da literacia.

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