Correio do Minho

Braga, quinta-feira

As Bibliotecas e a cooperação em rede

Vamos viajar pela Europa?

Voz às Bibliotecas

2018-12-13 às 06h00

Rui A. Faria Viana

No passado dia 12 de Novembro, entre a Direcção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) e a Comunidade Intermunicipal da Alto Minho (CIM Alto Minho), foi assinado um protocolo de cooperação para a constituição da Rede Intermunicipal de Bibliotecas Públicas Municipais do Alto Minho. Numa altura em que a cooperação entre bibliotecas se torna de extrema importância para o benefício das comunidades locais numa lógica de partilha de recursos e serviços, o acordo agora estabelecido foi assinado pelo director-geral da DGLAB, Silvestre Lacerda, e pelo presidente da CIM Alto Minho, José Maria Costa, numa sessão que contou também com a presença dos presidentes das câmara municipais do Alto Minho, sub-director da DGLAG, Luís Santos, e os bibliotecários do Grupo de Trabalho Intermunicipal (GTI) das bibliotecas públicas municipais do Alto Minho. Este protocolo vem assim reforçar a importância do trabalho em rede que pontualmente vinha a ser desenvolvido entre as dez bibliotecas públicas municipais no âmbito da promoção do livro e da leitura na região. Constituem este grupo de trabalho intermunicipal a Biblioteca Municipal Tomaz de Figueiredo (de Arcos de Valdevez), a Biblioteca Municipal de Caminha, a Biblioteca Municipal de Melgaço, a Biblioteca Municipal de Monção, a Biblioteca Municipal Aquilino Ribeiro (de Paredes de Coura), a Biblioteca Municipal de Ponte da Barca, a Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, a Biblioteca Municipal de Valença, a Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, e a Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira.
Entre outros aspectos, a cooperação agora firmada, compreende o estabelecimento de de uma colaboração com vista a: criar e dar continuidade à organização e gestão de projectos de intervenção e cooperação na área das bibliotecas; contribuir para o processo de modernização administrativa tornando os processos mais eficientes; promover a criação de procedimentos comuns uniformizados respeitando o princípio da equidade intermunicipal que conduzam à promoção da identidade regional enquanto comunidade; realizar projectos conjuntos de apoio às respectivas comunidades através da execução de programas nas diferentes áreas, promovendo a sua qualidade de vida, em constante diálogo com as instituições e diferentes agentes de intervenção local e regional, fomentando a dinâmica do trabalho e parcerias efectivas; e desenvolver em colaboração com as bibliotecas e as entidades formadoras, actividades de formação/informação e autoformação nos domínios da ciência da informação e documentação, promoção de literacias e da cidadania, tecnologias da informação e comunicação e outras relacionadas com a área de actuação das bibliotecas.
Para o presidente da CIM, José Maria Costa, “a formalização da constituição desta Rede de Bibliotecas Públicas Municipais do Alto Minho abre portas a novos projetos e novas oportunidades de qualificação dos serviços das bibliotecas públicas e de criação de novos instrumentos e serviços inovadores para os cidadãos”. Por sua vez, o diretor-geral da DGLAB, Silvestre Lacerda, realçou a importância da cooperação entre a DGLAB e as bibliotecas públicas municipais, sobretudo no que diz respeito ao desenvolvimento de projetos comuns e formas de intervenção junto da comunidade, destacando as áreas da inclusão social, da modernização administrativa, do insucesso escolar e da formação ao longo da vida. Assim, na sua perspectiva, “através do trabalho cooperativo e em rede, as bibliotecas públicas municipais poderão ser agentes facilitadores destes serviços”.
Convém referir que a constituição deste grupo de trabalho intermunicipal na área das bibliotecas públicas é uma estratégia interessante uma vez que estes equipamentos municipais evidenciam cada vez mais resultados e impactos positivos na área dos municípios onde estão implantados. A maior visibilidade do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelas bibliotecas no seio das comunidades locais poderá ser aqui importante numa estratégia de inclusão de serviços fundamen- tais para a construção de uma cidadania responsável.

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