Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Artigo 167.º - 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

"Eu não preciso de nada"

Escreve quem sabe

2018-03-10 às 06h00

Ana Cristina Costa

O ano de 2015 será recordado como o ano da definição dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Constituem a agenda de ação até 2030, que se baseia nos progressos e lições aprendidas com os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milénio. Esta agenda é fruto do trabalho de governos e cidadãos de todo o mundo que pretende criar um novo modelo global para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar de todos, proteger o meio ambiente e combater as alterações climáticas.

ODS1: Acabar com a pobreza em todas as suas formas e em todos os lugares
Globalmente, o número de pessoas a viver em extrema pobreza diminuiu mais de metade. Contudo, cerca de 1 em cada 5 pessoas em regiões em desenvolvimento vive com menos de 1,25 dólar por dia, maioritariamente na Ásia e África. Altos índices de pobreza são frequentemente encontrados em países pequenos, frágeis e afetados por conflitos. Uma em cada 4 crianças abaixo dos 5 anos de idade no mundo possui altura inadequada para sua idade.

ODS2: Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável
Globalmente, a proporção de pessoas subnutridas em regiões em desenvolvimento caiu quase para metade desde 1990. Mas, atualmente, 1 em cada 9 pessoas no mundo ainda é subnutrida. A má nutrição causa quase metade das mortes de crianças abaixo dos 5 anos de idade. 66 milhões de crianças em idade escolar vão às aulas com fome, sendo 23 milhões apenas em África. A agricultura é a maior fonte de renda e trabalho para famílias pobres rurais. Investir em pequenos agricultores é um modo importante de aumentar a segurança alimentar e a nutrição para os mais pobres, bem como a produção de alimentos para mercados locais e globais.

ODS3: Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades
Em cada dia morrem 17 mil crianças a menos do que em 1990, porém mais de 6 milhões de crianças ainda morrem em cada ano, antes do seu 5.º aniversário. Globalmente, a mortalidade materna caiu quase 50% desde 1990. Apenas metade das mulheres em regiões em desenvolvimento recebe a quantidade recomendada de assistência médica. Em 2014, havia 13,6 milhões de pessoas com acesso à terapia antirretroviral, (anti HIV) um aumento em relação a apenas 800 mil em 2003. Novas infeções por HIV em 2013 foram estimadas em 2,1 milhões, o que representa 38% a menos do que em 2001.

ODS4: Assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos
A matrícula na educação básica (1.º ciclo) em países em desenvolvimento chegou a 91%, mas 57 milhões de crianças permanecem fora da escola. Mais da metade das crianças que não se matricularam na escola vivem na África Subsaariana. Estima-se que 50% das crianças fora da escola com idade de frequentar o 1.º ciclo vivem em áreas afetadas por conflitos. Crianças das famílias mais pobres são 4 vezes mais propensas a estar fora da escola do que crianças de famílias mais ricas. O mundo conquistou a igualdade na educação primária entre meninas e meninos, mas poucos países alcançaram essa meta em todos os níveis de educação. Entre os jovens de 15 a 24 anos, a taxa de alfabetização melhorou globalmente, de 83% para 91% entre 1990 e 2015.

ODS5: Alcançar a igualdade de género e empoderar todas as mulheres e meninas
No Sul da Ásia, apenas 74 meninas foram matriculadas na EB1 para cada 100 meninos, em 1990. Em 2012, as taxas de matrícula foram as mesmas para meninas e para meninos. Mulheres na África do Norte ocupam menos de 1 em cada 5 empregos pagos em setores que não sejam a agricultura.

ODS6: Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos
Em 2015, 91% da população global está a usar fontes de água potável, comparado com 76% em 1990. Contudo, 2,5 bilhões de pessoas não têm acesso a serviços de saneamento básico, como WC. Diariamente, uma média de 5000 crianças morre de doenças evitáveis relacionadas com a água e saneamento.

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