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Ideias

2016-06-28 às 06h00

Analisa Candeias Analisa Candeias

Este foi um ano letivo repleto de grandes aprendizagens. Mais uma vez, os meus estudantes finalistas (dentro daquilo que posso chamar de meu e com sentido de posse…) terminam o seu percurso de quatro longos anos e apresentam-se cheios de expetativas e sonhos. O meu papel passa por ajudar a manter essas expetativas e sonhos, e igualmente ajudá-los a construir os alicerces para que se possam lançar para a frente e para o futuro.

Será ingrato este papel? Com a Europa de pernas para o ar - especialmente fora do campo de futebol -, com o aumento da frieza social e emocional na sociedade e com a tendência de cada um olhar para o próprio umbigo, qual é o papel dos docentes da academia no âmbito da formação de jovens adultos? Afinal, para onde encaminhamos os nossos jovens? E como o podemos fazer melhor?

São questões para as quais não tenho resposta. Tateando, vendo os bons exemplos, aprendendo… Ir caminhando num caminho. A experiência pessoal tem-me ensinado que este é um bom trilho… E tentando, ainda, ajudá-los a ser melhor profissionais de saúde tendo em conta as caraterísticas e as necessidades desse Outro que precisa da nossa ajuda. A especificidade da Enfermagem obriga-nos a olhar para além de nós, além dos nossos problemas, além do nosso mundo. Obriga-nos a olhar para o geral, atendendo ao particular e às diferentes redes que se estabelecem nas relações.

O final de um ano letivo traz sempre consigo uma transição. Podemos transitar para um próximo ano, para a vida laboral, para uma repetição, para o descanso… Mas é nessa transição que é possível parar e repensar o que foi feito e o que virá. O envolvimento na academia não é apenas para usufruto pessoal, mas sim para contribuir para o desenvolvimento do futuro e das gerações que aí vêm. Daí a importância do envolvimento pessoal na formação dos jovens adultos que connosco também crescem e se desenvolvem - o olhar na nossa direção pode permitir-lhes um vislumbre daquilo que poderá vir a ser e igualmente do que pode ser melhorado.

São estas transições que preparam o início do caminho, para outras aventuras e para outras experiências. Nós aprendemos igualmente com os nossos estudantes, com as suas mudanças e vivências, em especial sendo eles, muitas vezes, o espelho das nossas ações. O investimento neles é um investimento em nós próprios e na comunidade académica em geral. O investimento na educação dos nossos jovens adultos é o investimento no nosso futuro.

Não são só apenas os estudantes finalistas que permitem um relance para aquilo que se aproxima. Todos os outros, em especial os caloiros com a sua energia inesgotável e curiosidade em relação a tudo e a todos, permitem à academia olear os seus mecanismos de forma a estabelecer as prioridades nas questões pedagógicas mais atuais e mais urgentes. As vivências académicas passam por uma panóplia de dimensões, que vão desde o horário em sala de aula e as matérias a estudar, ao jantar com os amigos no apartamento do vizinho do lado. São estas vivências que enriquecem os nossos jovens adultos e que nos permitem a nós, como docentes, partilhar parte do seu caminho na formação pessoal. Um privilégio, não é?

Gostaria de deixar um bem-haja a todos os meus estudantes, que preencheram grande parte do meu ano letivo e me ensinaram algo novo todos os dias. Afinal, sem vocês não seria a mesma coisa. ;-)

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