Correio do Minho

Braga, terça-feira

Ano Europeu do Património Cultural (conclusão)

À espera do S. Geraldo e da política cultural

Escreve quem sabe

2018-02-10 às 06h00

Ana Cristina Costa

Para quem dispuser de tempo eis outras sugestões:
O Museu do Traje de Viana do Castelo tem por missão estudar e divulgar a identidade e o património etnográfico vianense através do seu expoente máximo, o traje à vianesa. Assume também, um papel de comunicar e potenciar o valor informativo do traje, que é tanto mais importante quanto está sempre presente na divulgação da cidade e da região. Desenvolveu ainda um conjunto de 5 núcleos museológicos temáticos, espalhados pelas freguesias rurais do concelho: em Outeiro dedicado ao pão e azenha, em São Lourenço da Montaria aos moinhos de água, em Carreço às atividades agromarítimas, em Montedor aos moinhos de vento e, em Castelo de Neiva à apanha do sargaço e ainda em Darque à arquitetura popular.

Destacamos 2:
Apanha do sargaço em Castelo de Neiva - A tradição da apanha de sargaço (algas marinhas) para fertilizar o solo foi uma atividade tradicional fundamental para a agricultura das terras costeiras. Apesar de essa prática ter caído em desuso, ficaram os saberes, os artefactos e os trajes. Este espaço aborda também as enormes potencialidades das algas das nossas costas, com aplicações na medicina, na cosmética e também na gastronomia. O facto de grande parte destas algas ser comestível e saborosas, além de muito saudáveis - faz com que integre já as ementas de vários restaurantes, dando um especial sabor aos mais requintados pratos.
Moinhos de vento em Montedor - foi criado como forma de enquadrar a recuperação de um moinho de vento de velas trapezoidais de madeira, tipologia comum no litoral Norte, de que apenas resta este em funcionamento. Para além deste moinho pode ser também visitado um outro de velas de pano onde funciona o centro de interpretação com informações sobre os moinhos e a região e sobre os percursos ambientais e patrimoniais que percorrem os mais significativos espaços naturais da freguesia.

Museu Marítimo de Ílhavo
É um museu da CM de Ílhavo, começou por assumir uma vocação etnográfica e regional. Renovado e ampliado, passou a habitar num belo edifício de arquitetura moderna e a contar com o navio-museu Santo André, antigo arrastão bacalhoeiro. Mais tarde foi criada a sua unidade de investigação e empreendedorismo, o CIEMar-Ílhavo e passou a incluir um admirável aquário de bacalhaus.
É testemunho da forte ligação ao mar e à Ria de Aveiro. A pesca do bacalhau nos mares da Terra Nova e Gronelândia, as fainas da Ria e a diáspora dos Ílhavos ao longo do litoral português são as referências patrimoniais do Museu.
O Aquamuseu do Rio Minho é um projeto da CM de Vila Nova de Cerveira para promoção e divulgação do património natural e cultural associado ao Rio Minho.

Em aquários, pode conhecer os biótopos mais representativos do Rio Minho. Neles simula-se a descida do rio, iniciando uma viagem na zona alta do rio e onde se podem encontrar, entre outros trutas e bogas, na zona média, que inclui uma zona de barragem e um afluente, o salmão e a lampreia assim como outras espécies tipicamente de água doce, caso do ruivaco e do pimpão. A zona baixa mostra um banco de areia e sapal, onde vivem as tainhas, as solhas e o peixe-rei. Por fim, uma poça de maré, representando a zona intertidal de uma praia rochosa, depois da foz do rio Minho, estando povoado por robalos, sargos, mexilhões e anémonas.

No lontrário vive a lontra, um mamífero presente na bacia hidrográfica do rio Minho e que importa preservar pois, foi alvo da caça, para aproveitamento da pele e para consumo, e devido à destruição das margens e poluição, já desapareceram de alguns países do Norte da Europa. Sensibilizar para a importância da conservação dos habitats, evitar a introdução de espécies exóticas que podem competir com esta espécie, é essencial para a manutenção da biodiversidade.
Possui ainda uma vasta área expositiva que pretende manter viva a memória da atividade da população ribeirinha ao nível da pesca artesanal (construção dos barcos, manutenção das redes, diferentes artes de pesca, através da mostra de maquetes, utensílios, instrumentos em tamanho real e fotografias).

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