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Alterações Climáticas: Alerta Final

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Alterações Climáticas: Alerta Final

Ideias

2023-03-22 às 06h00

Pedro Machado Pedro Machado

Os peritos do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) reuniram, na semana passada, em Interlaken, na Suiça. Dessas reuniões surgiu o “alerta final": o Mundo necessita de reduzir para metade as emissões de gases com efeito de estufa até 2030, para limitar o aquecimento global a 1,5 graus celsius neste século.
António Guterres afirmou; "A Humanidade caminha em gelo fino - e esse gelo está a derreter rapidamente. O Mundo necessita de ação climática em todas as frentes - tudo, em todos os lugares, ao mesmo tempo".
Estamos a perder tempo nesta luta que é precisamente uma luta contra o tempo. Há vários anos que este alerta é feito, mas os passos dados foram sempre curtos para a urgência desta questão. Muitos eram céticos relativamente às alterações climáticas.
No Acordo de Paris, já havia sido acordado que os países deveriam agir para evitar que o aumento da temperatura global ultrapassasse 1,5°C até 2050, mas os especialistas acreditam que ultrapasse este limite na década de 2030. O Mundo aquece em resposta à acumulação de dióxido de carbono e outros gases de efeito de estufa na atmosfera. Todos os anos em que as emissões continuam a aumentar, consome-se o "orçamento de carbono" disponível e isso significa que serão necessários cortes muito mais drásticos nos próximos anos.
Muitos eram céticos em relação às alterações climáticas mas, hoje em dia, são inegáveis as suas consequências. Temos vindo a assistir a fenómenos climáticos cada vez mais extremos como secas, tempestades, furacões, temperaturas extremas que alteram de um dia para outro.
Neste relatório do IPCC são expostas as consequências devastadoras destas alterações climáticas: aumento de mortes devido à intensificação das ondas de calor em todas as regiões, milhões de vidas e casas ficaram destruídas em secas e inundações, milhões de pessoas passam fome e há perdas cada vez mais irreversíveis em ecossistemas vitais.
Mais de três mil milhões de pessoas vivem em áreas que são altamente vulneráveis ao colapso climático e metade da população global enfrenta escassez severa de água durante, pelo menos, parte do ano.
Todos estes impactos deverão aumentar rapidamente, uma vez que não foi revertida a tendência de 200 anos de aumento das emissões de gases de efeito de estufa, apesar de mais de 30 anos de advertências do IPCC, que publicou o primeiro relatório em 1990.
Mas, segundo os peritos, ainda há es- perança de não ultrapassar o limite de 1,5ºC.
Se agirmos agora, ainda podemos garantir um futuro sustentável habitável para todos, se as emissões forem reduzidas drasticamente nos próximos anos.
Apesar de terem de ser tomadas medidas globais para resolver este problema, todos nós, temos o dever de fazer o que está ao nosso alcance, com pequenos gestos diários.
Relativamente aos resíduos, como é possível desperdiçarmos 50% dos nossos resíduos, depositando-os em aterro? Como digo, enviamos para aterro milhões de toneladas de embalagens de cartão, de plástico, de metal e de vidro, que facilmente seriam recicladas, se tivessem sido depositados num ecoponto. Consequentemente, milhões de toneladas de matérias-primas escassas e não renováveis, não seriam gastas para fazer novo, quando poderíamos reciclar o usado.
Por isso tenho vindo a dizer que cada vez mais, devemos incentivar e massificar a Politica dos 3R´s: Reduzir, Reutilizar e Reciclar!
Ajude-nos, ajudando-se!

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