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Ajuda humanitária da UE para o povo palestiniano

Um PS sem ambição

Ideias

2023-11-16 às 06h00

Alzira Costa Alzira Costa

No dia 7 de outubro, o mundo assistiu, impávido, ao escalar de tensões no Médio Oriente. Após décadas de conflito, o grupo Hamas realizou um ataque à comunidade civil israelita matando cerca de 1300 pessoas e sequestrando perto de 300 pessoas, agravando as tensões de ambas as partes. Durante a manhã, milhares de soldados do grupo Hamas infiltraram-se no território israelita usando diversos meios de transporte, disparando, posteriormente, contra civis e soldados israelitas. Um dos ataques mais violentos surgiu no festival de música que estaria a decorrer ao ar livre, local onde centenas de jovens perderam a sua vida. A partir desse dia, temos assistido diariamente, através das nossas televisões, ao lastro de violência e insegurança que se vive no Médio Oriente, sobretudo na Faixa de Gaza – principal local do conflito, cujos habitantes têm vindo a perder entes queridos e os seus bens, num contexto deplorável sem acesso a comida, água ou eletricidade.
Neste momento, as Nações Unidas afirmam que cerca de 1,5 milhões de palestinianos na Faixa de Gaza estejam deslocados devido aos intensos ataques aéreos do exército israelita aos locais estratégicos do Grupo Hamas, resultando até ao momento, de acordo com as autoridades palestinianas, em mais de 15 mil feridos.
Denotar que a União Europeia (UE) é a maior doadora de ajuda humanitária do mundo. Graças à ajuda da UE, vários povos que atravessam um contexto social extremamente delicado, têm a possibilidade de atenuar as suas dificuldades e encontrar o limite mínimo para subsistir. Importa referir ainda que a UE tem respondido aos apelos dos povos de acordo com os princípios humanitários da humanidade, imparcialidade, neutralidade e independência.
No que diz respeito à Palestina, a UE tem vindo a apoiar o povo palestiniano desde 2000 em face de contextos de emergência ou catástrofes em mais de 955 milhões de euros, com alimentação, água, energia, combustível, serviços de saúde, abrigo, educação, ou proteção de civis.
Este ano, neste contexto de guerra, a UE tem mobilizado perto de 103 milhões de euros em fundos humanitários para o povo palestiniano.
Além do valor já despendido, também importa referir que a UE organiza diversos voos humanitários (até ao momento a UE totaliza 14 viagens humanitárias) levando cerca de 550 toneladas de ajuda humanitária provenientes de diversos parceiros. Nas viagens humanitárias, a UE providencia abrigos, alimentação nutritiva, equipamento logístico, kits de higiene e medicamentos.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou: «A UE sempre foi o maior doador internacional a favor do povo palestiniano. Continuamos empenhados nas necessidades humanitárias da população de Gaza. É por esta razão que estamos a organizar mais voos de ajuda para auxiliar o maior número possível de civis. Oito voos com material essencial já chegaram ao Egito, estando previstos mais seis para os próximos dias. Ao mesmo tempo, estamos a trabalhar em rotas complementares, como um corredor marítimo.»
Em suma, a UE está atenta aos últimos acontecimentos neste escalar de tensões no Médio Oriente e continua presente em apoiar todos os povos que necessitem de ajuda humanitária em face de diversas situações adversas que ocorram por todo o mundo. Esta é apenas mais uma das várias iniciativas de ajuda humanitária que a UE realizou ao longo deste ano e que contou com a intervenção direta da UE em países da região da América Latina e Caraíbas, Paquistão, Síria, Turquia ou Ucrânia.

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