Correio do Minho

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Ideias Políticas

2014-02-11 às 06h00

Hugo Soares

Completaram-se recentemente os primeiros 100 dias de mandato da nova gestão autárquica. E que 100 dias tivemos nós. Ao longo de pouco mais de três meses, Braga cortou definitivamente as amarras do passado e assumiu, por inteiro, o potencial que todos lhe reconheciam mas que alguns, poucos, tudo fizeram para sequestrar.

Ricardo Rio assumiu-se, desde sempre, como o rosto da mudança e prometeu aos bracarenses, olhos nos olhos, um novo tempo para o concelho. Hoje, sem bajulações estéreis, sem subserviências partidárias e seguro das minhas convicções posso afirmar que o prometido foi cumprido. É indesmentível o cunho pessoal que o novo presidente conferiu à acção política municipal. Imbuído de um entusiasmo contagiante, ao mesmo tempo agregador e mobilizador, Ricardo Rio soube, em pouco tempo, trazer ao de cima a verdadeira alma bracarense, restituindo à cidade a dignidade que os negócios obscuros encobriram e fazendo do interesse público o único móbil das políticas públicas municipais.

100 dias chegaram para reverter decisões polémicas como a do negócio das Convertidas; para colocar a justiça como prioridade na atribuição de apoios às colectividades desportivas; para pôr em marcha um plano de verdadeira salvaguarda do (futuro) parque das Sete Fontes; para valorizar a democracia, dando à oposição as condições que o próprio Ricardo Rio nunca teve no passado; para auscultar os bracarenses sobre documentos estratégicos como o PDM, ou ainda para dar a força necessária a que órgãos como o Conselho Municipal da Juventude ganhem vida própria e não sejam meros instrumentos de controlo político das associações juvenis da cidade.

Com Ricardo Rio Braga voltou a ser a capital de distrito de que o Minho precisava, uma capital que rejeita protagonismos bacocos, mas encabeça as justas reivindicações de toda uma região; uma capital que sabe que ganha muito mais unindo vontades do que destruindo inimigos; uma capital orgulhosamente portuguesa, mas que não enjeita a fraterna e histórica amizade galega; uma capital que olha para lá do vale que a circunda, sabendo que não é o céu mas o tempo o seu grande limite.

Nestes 100 dias, foi ainda possível arrumar a casa, fazendo da Câmara Municipal um órgão moderno e aberto aos cidadãos. Uma autêntica revolução que não esqueceu os funcionários do município, eles próprios tidos como agentes da mudança por que todos ansiamos.
Se foram assim os primeiros 100 dias, imaginemos como serão os que restam até ao final deste mandato.

Uma nota final para as eleições na JSD Braga, a estrutura que me viu nascer para a política e onde fui presidente durante seis anos. Quero, em primeiro lugar, dar os parabéns ao João Rodrigues pela vitória conquistada e desejar-lhe as maiores felicidades neste que vai ser um mandato difícil, em que a JSD terá de se reinventar e aprender a conviver com os desafios do poder.

Após um acto eleitoral que primou pela elevação e pelo compromisso com o futuro da juventude bracarense, estou certo de que ele e a sua equipa estarão à altura de desempenhar a sempre exigente tarefa de serem, acima de tudo, uma voz irreverente, inconformada, mas responsável, de serem, no fundo, JSD. Ao trabalho!

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