Correio do Minho

Braga,

Agrupamento André Soares: intervir para prevenir, a partir do 1.º ano de escolaridade

Amigos não são amiguinhos

Voz às Escolas

2012-04-30 às 06h00

Maria da Graça Moura

No projeto educativo do agrupamento de escolas André Soares reconhece-se a necessidade de intervenção interdisciplinar por parte dos serviços e agentes educativos, visando a prestação de apoios adequados para o desenvolvimento académico, socioemocional e pessoal de todos os alunos, por forma a facilitar a aquisição de aprendizagens e competências essenciais a uma inserção social autónoma e harmoniosa conducentes à concretização de um projeto pessoal e profissional de sucesso.

Nesta medida e considerando a necessidade de desenvolvimento e implementação de medidas de intervenção eficazes, salienta-se a importância do investimento e valorização de programas que visem o conhecimento precoce de aptidões de aprendizagem e a maximização da promoção do potencial dos alunos, almejando o fomento de uma estruturação consistente e incremento da disponibilidade e facilitação para os processos de ensino-aprendizagem.

Assim, privilegiando a promoção do sucesso académico dos alunos, valorizando ações de caráter preventivo e sistémico e não apenas remediativo, o agrupamento de escolas André Soares decidiu, após reflexão e análise aprofundada em conselho pedagógico, desenvolver mecanismos de avaliação de um conjunto de aptidões necessárias à aprendizagem escolar, tais como, compreensão verbal, aptidão numérica e aptidão percetivo-visual, adequando a programação e as tarefas escolares às crianças identificadas em risco. Esta identificação surgiu em resultado da análise dos estudos efetuados.

A medida, aplicada a todos os alunos do primeiro ano do agrupamento, permite um conhecimento valioso na deteção de problemáticas que impedem a progressão das aprendizagens, dificultando o processo educativo. Uma vez identifica-das as lacunas de todos os alu-nos integrados no estudo, avaliados pelos docentes titulares das respetivas turmas, num único momento, em contexto de sala de aula, definiram-se as estratégias de intervenção a implementar. Seguiu-se, no desenvolvimento do processo, a apresenta- ção e análise dos relatórios de avaliação.

Sem dúvida que, detendo o professor o conhecimento da problemática que impede o alu-no de aprender, melhor aplica estratégias de melhoria, tornando o aluno mais capaz também o torna menos resistente à aprendizagem, conseguindo mais facilmente atingir os patamares sucessivos do desenvolvimento harmonioso.

O agrupamento optou por prevenir em vez de remediar investindo sem receio, envolvendo recursos humanos e financeiros, através da aquisição de instrumentos de avaliação e intervenção, por acreditar que é o caminho certo. Todo o processo foi validado pelo conselho pedagógico, que entendeu ser melhor procurar novos caminhos de superação de dificuldades, caminhos de mudança. No final do primeiro ano estes alunos serão novamente avaliados para testar a eficácia da intervenção.

Não restam dúvidas da importância da continuidade destes estudos e processos, da proximidade no acompanhamento dos alunos, conhecendo o seu ritmo de aprendizagem, na otimização de recursos, no empenho de todos os que diariamente se esforçam sem limite, com dedicação extrema, para tornar a escola um espaço de desenvolvimento, de sucesso, de formação integral.

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