Correio do Minho

Braga, sábado

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Afinal

Aos cidadãos e cidadãs do meu Concelho e do meu Distrito

Afinal

Escreve quem sabe

2021-04-18 às 06h00

José Manuel Cruz José Manuel Cruz

Afinal Beja estava aquém dos 120. Afinal, a vacina é para reforçar todos os anos, que o diz o senhor da Pfizer. Afinal EMA não deitou fora a vacina amaldiçoada. Afinal a da J&J também dá coágulos. Mas a estatística não é tão fraca como a da AZ! Contabilidade criativa?
Um ano depois, afinal, ainda há amadorismos, para dizer o menos. Um ano miserável depois, prevalece o clima de boatos oficiais, de palpites oficiosos, de vacuidades para-científicas debitadas por quem nunca ouvíramos nem voltaremos a ouvir, resolvido fique o apocalipse, porque de cima não lhe encontrem mais proveito, porque outra vaca tragam a pasto.
«Cuidado!» difunde a DGS, que dentro de dois meses podemos voltar a rolar em excesso de velocidade. Pobre do utilitário de pneu careca e suspensão cantante! Quem assina o cálculo a dois meses para a fatídica marca dos 120 por 100.000? Os mesmos, ou outros, mas com a lousa em que riscaram a pauzinhos as cifras de Beja?

Simples erro, afinal, dirão os apreensivistas que borboletam de castração em castração. Erro que ninguém explica, afinal, revelando como foi cometido, e por quem. Erro sob o qual Beja viveria, como nós já vivemos, afinal.
Afinal temos que desconfinar lentamente, sem nos desmascararmos, sem nos esquecermos do especial dever de ficar em casa, que se podemos ir de Braga a Faro, para entrarmos ao Museu do Mar, a mesma viagem não podemos fazer, porque esplanada tivéssemos marcado para uma ameijoada. Guardo-a de há quinze dias, que de onde em onde escrevo, mas que ouvi o bastonário dos advogados falar em multa, e um grande da polícia a tricotar com as mesmas agulhas, lá isso eu ouvi.

E, afinal, em que é que ficamos: eu posso deslocar-me para fruir de um museu, ou de um espectáculo com audiência restrita, mas não posso deslocar-me, tranquilamente, sem correr o risco de ser interpelado, para fruir de uma praia? Porquê: porque o museu seja cultura e a praia seja recreio? Afinal: onde estamos? Em que século? Em que regime? Prepotência rasteira!
Afinal o Rio Silvano é capaz de cativar mulheres de transbordante sentido político, a rebentar mesmo pelas costuras. Flameja a senhora Garcia, louçã, viçosa, e eu quase que rezo uma novena à carcomida Ferreira Leite. Não há mulheres, dissera o Rio. Ficamos a saber, afinal, que quadros procura: Rubens!

Afinal o Sócrates é um escroque, mas não há esquerdista que se preze, a contar com os centristas do PS, que não continue a repetir que o Passos é um bandalho, porque insistiu em ir além da troika. Que o homem nunca mais regresse à vida pública, mas que os adeptos da pureza liberal-marxista não descontem, do desgraçado, os apertos em que deixaram o País.
Afinal a Justiça não é um pilar, é uma condensação informe.
Afinal: os cartões amarelos – valem ou não valem? Ao quinto cai fora um jogo. Mas o quinto, que não chegou a valer como quinto, mas que não foi anulado como quinto, não deu suspensão. De maneira que, ao sexto, que não sabemos se é quinto, se é sexto, mas que sexto não é, porque não houve quinto, mas que sexto é, porque também não dá castigo… Epá, se não atinam numa porcaria destas, que moral têm para sancionar com milhares de euros o que um treinador deita da boca para fora!

Braga, afinal, é um destino turístico XPTO, apenas e só porque abichou a um influenciador. Haverá quem diga que toda a publicidade é boa, e que, no caso, até poderá não ter ficado caro. Estou certo de que quem assinou o cheque dorme o sono dos justos, eu só lamento não ter capitais para que me ponham nas nuvens: comprado, comprado meu, há alguém mais tudo do que eu?

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