Correio do Minho

Braga, sábado

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Admirável Mundo Novo

O Movimento Escutista Mundial (IV)

Ideias

2016-04-15 às 06h00

J.A. Oliveira Rocha J.A. Oliveira Rocha

1. Quando estudei economia política, dizia o Prof. Teixeira Ribeiro que o dinheiro não tem cor e voa à procura da maior rentabilidade. Atualmente já não voa, mas aparece e desaparece ao sabor de um clique no computador. Desaparece de países onde paga impostos para zonas offshore, onde não paga e pode ser investido, a coberto do anonimato, em setores mais lucrativos, como o tráfego de droga e o comércio de armas.
O termo offshore vem do tempo da pirataria em que a pilhagem era depositada off-shore (fora da costa). É uma espécie de vampirismo em que a riqueza é sugada num país e transferida para outro, a coberto da noite, onde se multiplica.
Dizem os economistas que isto é o mercado a funcionar e que não existe ética nos mercados. É capaz de ser verdade. A ética não faz parte do mundo do sucesso empresarial. Quando estava a doutorar-me nos USA tive um colega que numa aula de macroeconomia se voltou para o Professor e disse:” mas isso não é ético”. O Professor respondeu-lhe: é capaz de ter razão, mas aqui não é o seu lugar. Deve tirar o Doutoramento em Teologia e não em Economia.

2. O Dr. João Soares demitiu-se, ou foi demitido, por ter ameaçado dar umas bofetadas a dois colunistas do jornal O Público que o tinham apelidado do piorio, chamando-lhe todos os nomes. Valha a verdade que mereciam bem mais que duas bofetadas. Mas não percebeu o Dr. João Soares que este comportamento é do século XIX em que se organizavam duelos para lavar a honra. Agora já não há honra, nem a desforra se faz desta maneira. O Dr. João Soares não percebe este novo mundo e tinha que sair, não pelo disse, mas pelo que é - um homem do passado.

3. O Presidente da República convidou Mário Draghi, Governador do Banco Central Europeu, para estar presente no Conselho de Estado. De duas uma: ou o Dr. Marcelo não percebeu o que fez, e eu não acredito, ou percebe de mais o que este país é de fato: um território sob mandato da UE. E Draghi entendeu muito bem ao que vinha. Daí que tenha “aconselhado” a rever a Constituição, a alterar as leis eleitorais e a flexibilizar (ainda mais) as leis laborais. E lá foi dizendo que o governo anterior havia tido um bom desempenho porque cumpria sempre as ordens que lhe davam; e que o atual deve fazer o mesmo, pois de outro modo, as coisas podem correr mal.
Mas que esperavam? Embora Draghi seja um dos menos maus dos que nos dirigem, a nossa situação seria bem pior se a direção do Banco Central Europeu fosse da responsabilidade do Ministro das Finanças Alemão. E já agora, que é feito do Vice-Governador, Vítor Constâncio, que só às vezes aparece?

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