Correio do Minho

Braga, sábado

Ação estratégica - sucesso escolar

Investir em obrigações: o que devo saber?

Voz às Escolas

2016-06-27 às 06h00

Maria da Graça Moura

Estamos todos envolvidos num barco carregado de responsabilidade: professores e todos os profissionais não docentes das escolas, encarregados de educação, autarquias, comunidade envolvente. É urgente garantir um caminho de sucesso para todas as crianças e jovens deste país.
Quase a chegar ao final de mais um ano letivo, eis que todos os Agrupamentos de Escolas se debatem com um grande desafio. Representados por equipas de três a quatro elementos, em oficinas de formação promovidas pela Direção Geral de Educação, com uma missão bem definida: fazer o planeamento da ação estratégica de promoção da qualidade das aprendizagens. O planeamento estratégico ao serviço da promoção do sucesso educativo e do desenvolvimento da escola.
Na primeira fase, de levantamento das fragilidades, é fundamental gerar consensos. Toda a organização escolar deve sentir quais os problemas a resolver, quais os obstáculos a ultrapassar. O que é que em cada escola é fator de insucesso, o que deve ser alterado, o que promove aprendizagens efetivas.
E que grande tarefa a deste grupo, a de mobilizar toda a comunidade escolar, neste contexto onde tantos já perderam a esperança! Onde tantos se sentem desiludidos com o sistema educativo, sem confiança - quem sabe se as políticas educativas se manterão neste rumo! Sem pacto que garanta que em educação não se pode estar sempre a mudar de direção.
Envolvida toda a escola em volta das problemáticas da organização, conscientes de que há solução para as mesmas, é tempo então de determinar objetivos estratégicos, definir claramente indicadores, responsabilizar, acompanhar, monitorizar, avaliar. E no final, prestar contas.
A prestação de contas torna difícil a execução de um plano no contexto educativo, embora não seja esta fragilidade impedimento para concretizar medidas que melhorem a escola. Não temos, em educação, o hábito de responder e responsabilizar pelo não cumprimento de uma meta. Em todos os setores. Sempre é possível desculpar, argumentar, registar um sem número de constrangimentos, de obstáculos que impedem de alcançar o pretendido, o contratado.
E aqui estamos entre paredes! Por um lado o querer investir tanto, acreditando no retorno, querendo o sucesso dos alunos, indubitavelmente o que faz mover os profissionais das escolas deste país que, empenhadamente, dedicadamente, afetivamente, quase paternalmente, se esforçam até ao limite, sentindo a responsabilidade de desenvolver reais aprendizagens. Por outro lado este medo! É para valer? É para fazer mesmo, esperar pelos resultados, avaliar e só mudar se e quando se confirmar que não resulta?
E que apoios terão as escolas? A aprovação do plano de ação estratégica, em conselho pedagógico e em conselho geral de cada agrupamento de escolas, é indispensável para a candidatura do mesmo a financiamento, podendo as medidas constantes do respetivo plano vir a ser objeto de candidatura no âmbito do Portugal 2020, designadamente em sede da medida 10.1 dos Programas Operacionais Regionais (POR) e do Eixo 4 do Programa Operacional Capital Humano (POCH). A autarquia contribuirá, pois os agrupamentos de escolas não terão sucesso na implementação do plano sem esse contributo. Queremos que os responsáveis locais façam parte deste planeamento estratégico, sentindo a necessidade da sua implementação para o desenvolvimento da educação.
Se todos quisermos, a escola será um lugar de respeito, de crescimento, formação efetiva, preparação para a vida!

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