Correio do Minho

Braga, sábado

A3 tem alternativas?

Investir em obrigações: o que devo saber?

Ideias

2017-01-17 às 06h00

Paulo Monteiro

Quando existem vias alternativas as auto-estradas têm de ser pagas. Sempre ouvi este discurso durante anos a fio... Mas o que se entende por vias alternativas?
Vejamos um caso concreto: a A3 entre Braga e o Porto. E falo apenas deste pequeno lanço de percurso para aproveitar a excelente reportagem de ontem do ‘CM’ feita pela jornalista Teresa Costa e que nos mostra hoje uma realidade bem diferente de há 30 anos atrás.

A alternativa que dizem existir à A3 é a EN14... uma estrada que é considerada uma autêntica via sacra onde se demora quase duas horas no trajecto entre Braga e o Porto. Uma EN14 que anda constantemente nas bocas do mundo e de sucessivos Governos e onde vários municípios reclamam há muito uma variante. Uma EN14 que é uma rua urbana (já dizia em 1987 o então presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão, Agostinho Fernandes).

Famalicão, Trofa e Maia desesperam por obras que nunca mais chegam. A EN14 não é só uma rua urbana... é também uma estrada cheia de rotundas... 16 no total. A EN14 é também uma estrada política... “hoje faço eu... amanhã desfazes tu, depois volto a fazer eu e tu voltas a desfazer”.

É um autêntico pára arranca de burocracias e de promessas e o certo é que há 30 anos que a estrada não ata nem desata. É uma perfeita vergonha nacional. E agora pergunto: é esta a estrada que precisa urgentemente de alternativas para escoar a nossa economia que é alternativa à A3? Não me lixem nem provoquem os mais pacatos minhotos. A A3 não tem qualquer alternativa viável. Não sou apologista de que se criem comissões para abolir as portagens na A3. Todos devem pagar em todas as auto-estradas. Agora... é mais do que tempo de arranjar uma alternativa à EN14. Deixem-se de politiquices!

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