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A Vitória da Democracia em Portugal

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A Vitória da Democracia em Portugal

Ideias

2024-06-13 às 06h00

Alzira Costa Alzira Costa

Após os baixíssimos resultados de participação das eleições europeias em 2019, as eleições europeias deste ano trouxeram um sopro de renovação e esperança. Com uma participação significativa dos eleitores, os resultados revelam que os cidadãos europeus estão mais atentos e cientes da importância da União Europeia para as suas vidas.
A redução da taxa de abstenção em Portugal é um indicador claro de que os cidadãos estão mais envolvidos e conscientes da importância das instituições europeias. Historicamente, a taxa de abstenção nas eleições europeias em Portugal tem sido alta, refletindo um certo distanciamento ou desinteresse pelos assuntos europeus. No entanto, este ano, verificou-se uma mudança positiva, com os distritos de Braga a obter 44,07% de participação e Viana do Castelo a obter 40,75% de taxa de participação nas eleições europeias.
Nos distritos do Minho, a mobilização eleitoral foi especialmente notável. Em Braga e Viana do Castelo, as campanhas de sensibilização e informação mostraram-se eficazes, atingindo um vasto leque de eleitores. Esta participação ativa pode ser atribuída a um esforço conjunto de várias entidades, desde escolas a organizações não governamentais, que promoveram um discurso mais próximo e relevante para as necessidades locais. Além disso, a ênfase em temas europeus que têm um impacto direto na vida quotidiana dos cidadãos, como a recuperação económica pós-pandemia, o desenvolvimento sustentável e a digitalização, ressoou fortemente entre os eleitores.
Os resultados das eleições revelaram um Parlamento Europeu diversificado e representativo. A composição deste novo hemiciclo promete trazer alguma incerteza no início e abre-se uma dúvida sobre qual deveria ser a abordagem a realizar-se para as políticas europeias. Com a entrada de novos partidos e a reconfiguração das forças políticas tradicionais, espera-se uma legislatura marcada pela cooperação e pela busca de soluções inovadoras para os desafios contemporâneos.
Para a União Europeia, estes resultados são um sinal positivo de que a democracia está viva e de boa saúde. A crescente participação eleitoral demonstra que os cidadãos acreditam na importância da sua voz e no poder das instituições europeias para fazer a diferença. Este novo Parlamento Europeu terá a tarefa de responder a esta confiança renovada com políticas que promovam a coesão, a sustentabilidade e a prosperidade para todos os Estados-Membros.
Em Portugal, a redução da abstenção e o envolvimento ativo dos eleitores são motivos de celebração. Esta tendência positiva deve ser incentivada e consolidada, continuando a promover a importância da participação cívica e a relevância das decisões europeias para a vida quotidiana. O futuro da União Europeia depende da continuidade deste envolvimento e da capacidade dos seus líderes em ouvir e responder às aspirações dos cidadãos.
O novo hemiciclo europeu apresenta-se, assim, como um palco de oportunidades e desafios. Com uma composição mais diversificada, espera-se um diálogo mais rico. A Europa tem a oportunidade de se fortalecer internamente e de se afirmar externamente, promovendo os seus valores de democracia, solidariedade e progresso.

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