Correio do Minho

Braga, quarta-feira

A vida dá sinais

Uma carruagem de aprendizagens

Escreve quem sabe

2017-04-30 às 06h00

Joana Silva

A vida são ciclos que se renovam a cada passo. Definem-se por transições ou experiências de vida de grande impacto emocional na história de vida do individuo. Pautam-se por serem únicas e intransmissíveis. São inapagáveis, todavia, é através da aprendizagem emocional, muitas vezes extramente dolorosa que se redescobre a alegria de viver. Mas para isso é necessário estar atento(a) aos sinais! Detalhes que a vida indica, “aqui e ali”, no entanto, na maioria das vezes, está-se tão auto concentrado(a) nos problemas que não se valoriza! Barafustamos e zangámo-nos como se a vida fosse responsável pelos “azares”. Para que determinados ciclos se renovem é necessário que outros terminem. Nem sempre se está disposto(a), ou até mesmo se deseja encerrar ciclos. Por medo do futuro, por decepções já vividas anteriormente, por esgotamento emocional perante a vida, “A meu destino é sofrer.”. Vamos de seguida analisar alguns cenários possíveis. Por exemplo, uma relação pautada pelas discussões e desgaste mas que o argumento número um é: “É uma relação de anos, um dia melhora.”. Mas se tantos anos já passaram e não mudou, dificilmente irá mudar. A vida dá sinais, mas se os negamos , concorda que a mudança é difícil.
Há também aqueles que se auto intitulam os “azarados” ao amor. Se é uma dessas pessoas, pare e observe à sua volta. Será que está a prestar atenção a todos os sinais? Já reparou naquela pessoa que quando o(a) vê se sente desconfortável (no bom sentido) ou que não sabe explicar como estão sempre a encontrar-se em todos os lugares. Há quem não repare e há quem repare efetivamente mas logo logo, avança com a lista de defeitos numa ilação taxativa de primeiro impacto e de aparências físicas “não faz o mesmo género”. É que muitas vezes as aparências físicas enganam e perde uma oportunidade para conhecer uma personalidade maravilhosa. A vida dá sinais, mas quando não se está receptivo(a) não há “milagres”.
De seguida um outro cenário, os reclamam que o trabalho os leva à exaustão e apregoam bem alto que são infelizes. A vida dá sinais e colabora no sentido de mudança, muitas vezes através de um amigo(a) que diz que vai abrir determinada vaga ou num determinado dia em que se abre o jornal (que até nem é costume ler) deparamos- nos com um anúncio de recrutamento para determinado emprego. Os sinais estão dados, mas se a nossa postura for inerte do “deixar estar e não vale a pena”, no sentido, “Abriu mas certamente que a vaga já tem destino por isso não vale a pena concorrer”, não há “milagres”.
Aos que dizem que a amizade está extinta. É verdade que vivemos numa sociedade competitiva efetivamente, mas ainda há bons amigos. É preciso é estimá-los. Hoje em dia aquele que diz a verdade nua e crua fica “mal visto” porque as pessoas preferem ouvir mentiras, ilusões e bajulações pouco realistas. Um amigo que lhe faz críticas construtivas, em que lhe diz a verdade é um amigo sincero. Quem não tem amigos e deseja muito tê-los tem de primeiramente reconhecer, que se não consegue vincular laços que o problema pode não estar nas pessoas mas sim no(a) próprio(a). Todos gostamos de pessoas alegres que transmitam bem-estar correto? Ora se está consecutivamente maldisposto (a)… A vida dá sinais, alguém que convida para um café, uma duas e até três vezes sem resposta positiva … a vida ajudou mas quando rejeitamos … não há “milagres”. A “culpa não morre solteira”, há o livre arbítrio de escolher o destino. Neste sentido necessita de avaliar primeiramente qual é a lacuna na sua vida. O que tem feito para mudar a situação. Será que tentou mesmo, ou acomodou-se? Avance e valorize os sinais! Pare, escute e observe. Comece hoje mesmo!

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