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A urgência da mudança nas respostas sociais!

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A urgência da mudança nas respostas sociais!

Escreve quem sabe

2020-05-11 às 06h00

Marta Sousa Marta Sousa

As respostas tipificadas para as pessoas mais velhas são, há muito, tema de conferências e debates, havendo uma notável vontade de melhoria das mesmas, por parte dos profissionais que, diariamente, acompanham esta realidade. Hoje, mais do que nunca, confirmamos a urgência da mudança e da atenção que estas respostas necessitam! Esta pandemia criou o receio em profissionais, pessoas mais velhas e seus familiares, bem como em toda a sociedade, na luta pela sobrevivência! No caso especifico das estruturas residenciais para pessoas mais velhas (ERPI), podemos assistir no futuro, à possibilidade de se gerar medo por parte das pessoas que necessitem do apoio permanente destes serviços, caso estas respostas não alterem significativamente o seu modo de atuação.

O número de mortes por Covid-19 de residentes em lares é avassalador, tornando ainda mais evidente a necessidade de prontidão na resposta a esta população. As respostas sociais para pessoas mais velhas, tal como a designação indica, são de natureza social, não estando capacitadas para responder de forma eficaz a uma pandemia e outras questões de saúde que possam surgir no futuro. A articulação da Segurança Social com as entidades de Saúde revela-se fundamental, para um funcionamento mais ajustado destas respostas, seja em situação de pandemia, seja no seu funcionamento regular.

Tal como este tema, que já tem vindo a ser debatido (melhoria das condições destas respostas), há outro tema igualmente relevante - Ageing in Place. Os Centros dos EUA de Controlo e Prevenção de Doenças definem este termo como "a capacidade de viver na sua própria casa e comunidade com segurança, independência e conforto, independentemente da idade, rendimentos ou nível de autonomia”. Vários estudos revelam que a oportunidade de envelhecer em casa permite maior inclusão social e ainda constitui uma mais-valia em termos emocionais.

Neste contexto, a forma como perspetivamos os mais velhos, os idosos, ou outro termo que se queira utilizar para designar um grupo ainda visto pela sociedade como constituído por pessoas vulneráveis e desvalorizadas, tem de ser a primeira mudança! Para que haja abertura e disponibilidade para todas as outras mudanças necessárias e urgentes! Afinal, a esperança média de vida está a aumentar e, portanto, prevê-se que as gerações dos atuais ativos, vivam mais anos… Vamos cuidar do envelhecimento?

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