Correio do Minho

Braga, quarta-feira

- +

A todos, uma boa colheita na próxima estação

“As bolhas” de Cidadania

A todos, uma boa colheita na próxima estação

Voz às Bibliotecas

2020-09-03 às 06h00

Aida Alves Aida Alves

A paisagem e o estado do tempo impõem-se e condicionam a vida de todos nós. Certo é que desejamos fazer uma boa colheita na próxima estação, com frutos renovados e fortificados, permitindo-nos saboreá-los saudavelmente, de preferência com muitos bagos de leitura e poesia. Podem ser versos ou textos curtos, mas prenhes de beleza para adocicar a amargura do povo.
No outono, o nosso olhar deve continuar a pousar sobre paisagens sem limites, para assim deixarmos o pensamento viajar pelas narrativas individuais e coletivas dos autores, com mai-or liberdade e ousadia, sem negar ou antecipar uma fronteira que esbarre o caminho. As linhas do horizonte, por vezes onduladas, devem ser saboreadas dia a dia, predispondo-nos a sulcar a terra e a deixar correr a água cristalina e saudável para a renovação do nosso interior. A leitura é como água transparente que nos agita, desconstrói, constrói, mas também limpa, alivia e renova, abrindo novos caminhos e certezas. Por isso, deverá ser sempre uma das linhas do nosso horizonte.
Não pensem que as histórias que os autores trazem até nós leitores são contadas com facilidade ou ligeireza. Não são. São fruto de um trabalho profundo de imaginação e labor linguístico e estético. Elas brotam de uma verdadeira árvore de saberes que quanto melhor tratadas as suas raízes, mais iluminados os seus troncos e folhas, melhores frutos e sementes nos dão e germinam, respe- tivamente. Os autores colocam nas suas narrativas “pedra sobre pedra”, de forma firme e perene, com labor literário, e abrem-nos os horizontes verdes e escalados na paisagem sem limite. Muitos livros revelam-se autênticos muros de suporte à vida, quando bem maturados, pois apoiam-nos na construção de um pensamento, na rememoração de uma viagem, na identificação de um traço de personalidade, no reforço positivo de uma emoção.
As bibliotecas, por ser lado, exprimem o seu amor à terra, à sua grandeza e ao povo que dela vive e estende os braços para combater ocasiões difíceis, para sobreviver ao dia a dia, ajudando a existir e a crescer. Elas assistem à variedade da vida: a saúde e a doença dos seus leitores e autores, ao desejo, à ambição, à desmotivação, à força, à esperança, ao remorso, à alegria, ao adiamento, à realização.
Por isso, no outono que se avizinha, faça a sua colheita de leituras nas bibliotecas mais próximas de si, ou em livrarias. O importante é ler e viajar muito, em qualquer lado e hora, para que o seu pensamento flua, se renove e sinta que a vida não se resume apenas às notícias dos telejornais. Há muita vida para além da televisão, dos filmes e séries televisivas. Muita vida é-nos trazida pelos livros, revistas e jornais e pelos nossos queridos autores, que muito refletem e assimilam da sociedade.
A todos, boas colheitas nesta próxima estação do ano.

Deixa o teu comentário

Últimas Voz às Bibliotecas

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.

Bem-vindo ao Correio do Minho
Permita anúncios no nosso website

Parece que está a utilizar um bloqueador de anúncios.
Utilizamos a publicidade para ajudar a financiar o nosso website.

Permitir anúncios na Antena Minho