Correio do Minho

Braga, segunda-feira

A todos os estudantes da Universidade do Minho

Como sonhar um negócio

Ideias Políticas

2018-10-30 às 06h00

Francisco Mota

Portugal debate-se com severas dificuldades de âmbito estrutural e conjuntural, concomitantemente, respeitantes ao acesso ao alojamento estudantil por parte das franjas mais jovens da sociedade. A discrepância acentuada entre os salários e custos, conjugado com um aumento generalizado dos preços dos imóveis, a dificuldade de acesso ao crédito, a insuficiente oferta pública de residenciais e os diminutos apoios sociais, são fatores que concorrem para impedir que os jovens deslocados disponham de alojamento condigno.
Dá-se o bizarro de o valor do m2 crescer mais do que o montante médio das remunerações dos jovens dos 18 aos 30 anos.

A Juventude Popular elege o tema da residência estudantil como um pilar fundamental para o alargamento da democratização do Ensino Superior, no quadro da inclusão social e do bem-estar dos estudantes, pelo que o tratamento deste tema deve revestir-se de caráter prioritário num Estado de Direito Democrático, baseado na igualdade de oportunidades.
Não queremos viver num país que restringe a liberdade de escolha às novas gerações por falta de recursos, quando estas ambicionam prosseguir a sua realização académica e profissional pela via da frequência no ensino superior. Apostar na capacitação de meios para promover uma habitação estudantil adequada não significa um custo frio e cego para o Estado. Constitui, visto de outro ângulo, um investimento que gerará lucro e um futuro projetado na mobilidade social dos jovens estudantes.

Os jovens portugueses esperam dos decisores políticos seriedade e transparência nas opções que tomam, não aceitando as ilusões oportunistas e eleitoralistas. Os jovens e as famílias portuguesas necessitam de políticas comprometidas com o futuro deste País.
Assim, consideramos urgente contrariar este ciclo e propusemos um conjunto de políticas públicas que possam, já no próximo Orçamento de Estado, promover energicamente o acesso dos universitários ao alojamento estudantil.
Contudo consideramos que ainda podíamos e devíamos ir mais longe em que o Estado possa ceder imóveis devolutos ou desocupados às instituições do ensino superior, para que na sua autonomia e capacidade de angariar fundos e outro tipo de receitas próprias os possam transformar em residências para estudantes. Sendo, hoje, a Universidade do Minho uma das mais importantes instituições de ensino superior solicitamos à tutela que a antiga Escola Secundária D. Luís de Castro e todo o seu logradouro passe para propriedade da Universidade, sem qualquer tipo de custo para a instituição, com o objetivo de instalar uma nova residência Universitária, garantindo a sua total autonomia na gestão e reabilitação do espaço.

Desde logo as diversas organizações, SASUM (serviços de acção social da Universidade do Minho), Câmara Municipal de Braga, AAUM (Associação Académica da Universidade do Minho) e Junta de Freguesia de Nogueiró e Tenões se demostraram entusiasmadas com a solução apresentada.
Pretendendo um compromisso a longo prazo para com as novas gerações e as instituições da cidade espero que os deputados eleitos pelo distrito, governantes bracarenses, partidos políticos e juventudes partidárias se associem nesta causa maior.
Assim se constrói cidade!

Deixa o teu comentário

Últimas Ideias Políticas

27 Novembro 2018

25 Novembro sempre!

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.