Correio do Minho

Braga, quarta-feira

A saúde e a carteira dos portugueses

Carta à Leonor: olhar mais para fora para melhorar aqui por dentro

Ideias

2018-03-07 às 06h00

Paulo Monteiro

Quando ligamos a televisão, ouvimos a rádio, ou lemos os jornais, sentimos muita gente em clima de euforia, porque a nossa economia está a andar a bom ritmo, estamos a viver melhor, as dificuldades a diminuir e até alguns já têm mesmo algum dinheirinho para gastar... Tudo boas notícias. Notícias que todos os governantes gostam de dar. Mas, depois, chegam os estudos, ou as notícias menos boas, e estragam a boa disposição. E um dos assuntos recorrentes é sempre o mesmo: a saúde. Já no sábado passado, o Expresso publicava na sua primeira página que Buraco desde a saída da Troika chega aos 1100 milhões e por isso perguntava: o que se passa com a nossa Saúde? O SNS nunca fez nem recebeu tanto. Pressão aumenta sobre o ministro Adalberto Campos Fernandes. Depois mais três títulos: Tempos de espera no cancro aumentam; Março é o mês de todas as greves e manifestações; Os casos de rutura nos serviços de norte a sul.

Pelos vistos as coisas não andam bem e vejo outros dados muito importantes no que diz respeito à saúde financeira dos portugueses: ontem mesmo foi apresentado o mais recente estudo da NOVA Information Management School, da Universidade Nova de Lisboa, que refere que os portugueses faltaram a mais de meio milhão de consultas nos hospitais públicos, em 2017, por causa dos transportes. Ou seja: segundo o estudo, ficaram por realizar 539.824 consultas externas/especialidade nos hospitais públicos devido aos custos de deslocação e 260.905 devido à conjugação dos custos de transporte com as taxas moderadoras. E depois... há aqueles que vão ao médico mas não compram os medicamentos receitados porque não têm dinheiro... É um estudo que vale a pena ler com atenção. Para reflexão futura!

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