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A roda da vida

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A roda da vida

Escreve quem sabe

2021-01-31 às 06h00

Joana Silva Joana Silva

Percebe-se a injustiça com “falta de respeito”, “má-fé”, “má intencionalidade”, “ser incorreto/a” entre outros aspetos. Uma injustiça é algo que não se esquece, pela marca que deixa. Em alguns casos, um sentimento de impotência ou de revolta face a situações as quais não se teve culpa. Há pessoas que se desgastam psicologicamente ao longo de anos. Não ultrapassam. O antônimo de injustiça é justiça. Se algo é injusto, deseja-se no imediato “ justiça”. Mas nem sempre acontece na “hora exata” que se quer. Conhece certamente a expressão, “Sou como São Tomé, ver para crer.” Reconhece-se justiça, quando se vê que realmente, a pessoa “em questão”, foi responsabilizada pela sua má conduta. Mas nem sempre desta forma acontece. Nem sempre se tem a possibilidade de se a ver. O universo não falha e a vida é uma “roda” que vai da direita para a esquerda e de cima para baixo. A justiça nem sempre “pertence” à pessoa que “agiu mal”. Confuso?! Vejamos. Há pessoas que é tão frequente terem “más atitudes” que se algo lhes correr de mal, de certa forma, não é tão significativo. Suponha a seguinte situação: imagine que, foi injustiçado/a no seu emprego por um/a supervisor/a, em que você se candidatou a uma vaga dentro da empresa e foi colocada uma outra pessoa sem mérito. Cada pessoa reage de forma diferente. O que é impactante para si, pode não o ser para o/a supervisor/a. Pode-se deduzir que, se porventura a mesma situação acontecesse com o/a supervisor/a, agora na posição de concorrente à vaga, sentir-se-ia infeliz ou descontente mas poderia pensar, “Com os anos de experiencia que tenho, posso ocupar um lugar melhor ao da vaga ou até melhor”. Parte-se do pressuposto que não seria tão impactante. Voltando ao exemplo da vaga, se o/a supervisor/a, tiver como querido/a alguém muito especial, por quem tem muito apreço, que estivesse por exemplo, no inicio da sua carreira profissional, e que concorresse e fosse colocado na vaga, alguém tido como menos competente, o impacto emocional seria maior. Não afectou diretamente ao supervisor/a mas a alguém (infelizmente e sem culpa) de quem o /a supervisor/a gosta muito. A vida dá conhecer aprendizagens que, muitas vezes, para mostrar que as ações devem ser idóneas e corretas. Estas “chamadas de atenção” servem também para a própria evolução como ser humano. Todos os comportamentos e ações sejam os mesmos bons ou maus, tem consequências e você não precisa de interferir. Não vale a pena o desgaste emocional de se prender a memorias negativas que apenas o/a fazem mal. Porque o ser humano é energia e atrai as consequências dos atos que pratica. Quando ocorre uma injustiça, a primeira atitude por norma a se ter (quando possível) , é mostrar o desagrado ou “tirar satisfações”. É a atitude errada. E só o/a prejudica a si. Você certamente, apesar da razão , será tido como “culpado/a” pela forma “inflamada” (impulsiva) como se expressou ao expor tal situação. Não se pode “universalizar” respostas. Por exemplo, aquela pessoa que o/a prescindiu da sua amizade ou companhia, quando socializou com novas pessoas. Todavia o relacionamento interpessoal com as novas amizades ou companhias não prosperou e de imediato o/a procurou. Claro que é legitimo, pela situação em si, você terminar ou dar por acabado esse relacionamento. É a atitude mais “normal”, “deixar de falar” ou “deixar de ter contacto”, mas a não mais significativa talvez para a pessoa em si. As pessoas que normalmente “voltam a procurar” são pessoas que tem falhas nas suas próprias vidas (algo que lhes falta, para se sentirem realizados/as) e como tal, não conseguem criar empatia com outras pessoas. São auto centradas em si, e não conseguem “gostar” verdadeiramente de ninguém. Estão sempre a “analisar outras vidas”, se estão melhores ou pior que o/a próprio/a. Neste sentido, o melhor trunfo, perante alguém que quer a todo custo estar presente na sua vida, é “ter contacto” mínimo e não partilhar os momentos mais felizes da sua vida. Com estes exemplos atrás referidos, é importante perceber que não nos devemos prender as aspetos que não fazem felizes. A vida segue, com ou sem A ou B de consciência leve e sem culpa. O mais importante na vida, é ser-se correto e ético, mesmo diante de uma injustiça. Nunca se permita diante de uma injustiça gerar outra injustiça contra si. O universo sabe o que faz. E quando se sentir sem esperança, pense num baralho de cartas. Há cartas que valem mais umas do que as outras. Até o joker que ninguém o quer, e é sempre posto de lado, pode mudar um jogo. Porque aos olhos de quem o vê, pode “não valer nada”, mas caso apareça num jogo, tem de haver novamente o baralhar e uma nova tiragem de cartas.

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