Correio do Minho

Braga, sábado

A revolução necessária

Investir em obrigações: o que devo saber?

Ideias

2013-10-02 às 06h00

Pedro Machado

A propósito de um convite para ser orador, esta semana, num Workshop Técnico sobre a escolha e localização dos contentores/ecopontos, recuperei uma ideia que já tenho vindo a defender sobre uma revolução necessária nos contentores de recolha de resíduos.

Na nossa região temos percorrido um trajeto, em termos ambientais, ao longo de 17 anos, cheio de revoluções e sucessos, chegou a hora de encetar mais uma revolução.

Ao longo destes anos, foram vários os projetos realizados, várias as mudanças implementadas, tudo necessário para a melhoria da nossa qualidade de vida ambiental, por mais custosos ou difíceis que pudessem parecer, eram necessários e foram alcançados com sucesso.

- Foram erradicados os verdadeiros cancros ambientais que eram as lixeiras a céu aberto;
- Foram construídas infra-estruturas adequadas ao tratamento de resíduos, como o aterro sanitário;
- Foi implementada a recolha seletiva de resíduos, através da colocação de ecopontos e da construção da estação de triagem. Ao longo destes anos, aumentamos sempre o número de ecopontos disponíveis para a população, tornando Braga a cidade com o maior número de ecopontos subterrâneos per capita, a nível mundial e a Braval, um dos sistemas com maior número de ecopontos per capita;
- Foi lançada e implementada a ideia de um Ecoparque Braval, um conjunto de vários projetos de valorização de resíduos: Unidade de produção de biodiesel, com o aproveitamento, até ao momento, de quase maio milhão de litros de óleos alimentares usados, o aproveitamento do biogás do aterro sanitário para a produção de eletricidade,
- Foram anos de uma profunda aposta na sensibilização e educação ambiental de crianças e adultos para que estas mudanças fossem implementadas e aceites com sucesso, para o bem comum.

Depois deste trilho é preciso percorrer outro, chegou a altura de fazer uma nova revolução: a recolha exclusiva de resíduos orgânicos, alterarando a denominação dos contentores dos ecopontos, em que um seria para o vidro, um segundo passaria a ser para papel e embalagens e o terceiro passaria a ser para colocação de todo o tipo de resíduos não orgânicos, como por exemplo: roupas, calçado, chaves, telemóveis, e todo o tipo de outros objectos, não passíveis nem de reciclagem.

Esta revolução só será possível se os municípios recolherem exclusivamente os orgânicos e que a população faça uma correta separação e utilização dos contentores.
Para aumentarmos a eficiência da unidade de valorização orgânica, em que precisaremos de produzir, nas 2 fases, 2 MWh de energia, só o conseguiremos se o lixo chegar em condições. Para isso, precisamos desta revolução, de fazermos mais e melhor separação, com a colocação de um contentor para os outros resíduos não embalagens, os resíduos orgânicos passariam a ser recolhidos de forma exclusiva e seletiva.

Assim, colocaremos, uma vez mais, Braga, Amares, Vila Verde, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro e Vieira do Minho, no mapa ambiental e, consequentemente, a Braval, como sistema de tratamento de resíduos que os abrange.

Esperemos ter o apoio da Sociedade Ponto Verde para fazer esta revolução de transformação dos ecopontos.
Assim, com determinação, coragem para fazer novas revoluções, esperamos conseguir, com o apoio de todos.

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