Correio do Minho

Braga,

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A propósito da participação no programa europeu “a tua Europa, a tua voz”

Por uma responsabilidade individual de protecção mais inclusiva

Voz às Escolas

2010-05-03 às 06h00

António Pereira António Pereira

'Tivéssemos há sessenta anos reunido jovens britânicos, alemães, franceses ou holandeses, e eles teriam indubitavelmente sonhado com a paz. E a paz é hoje uma realidade! Tivéssemos há vinte anos perguntado a jovens checos, letões ou polacos com que sonhavam, ter-nos-iam respondido 'com a liberdade, com a independência dos nossos países, com o fim da divisão da Europa'... E estes ideais fazem hoje parte da sua vida. Digam-nos agora qual o sonho para daqui a vinte anos?'
Valéry Giscard d’Estaing, 2002


Com o objectivo de fomentar e promover um melhor conhecimento sobre a Europa e as suas instituições e alguns aspectos da vida política, social, cultural dos seus estados-membros, desde 1986 que, espalhados pelas escolas do país, funcionam os ‘Clubes Europeus’. Com as actividades desenvolvidas por esses clubes, procura-se contribuir para a compreensão do pluralismo europeu, nas suas semelhanças e nas suas diferenças, e para respeito pelas identidades nacionais; para a compreensão e tolerância recíprocas; para uma tomada de consciência relativamente à interdependência europeia e mundial, e para a necessidade de cooperação e para a criação do sentido de responsabilidade dos alunos - jovens cidadãos europeus - designadamente no que respeita à paz, aos direitos do homem e à defesa e conservação do ambiente e do património cultural;

No âmbito do ‘Clube Europeu’ da Escola Secundária de Maximinos, três alunos e o professor responsável pelo clube, participaram em representação de Portugal, num programa de intercâmbio promovido pelo Comité Económico e Social Europeu. Quem, melhor do que os próprios, poderia transmitir a importância da sua participação neste evento? Aqui fica, na sua própria voz, a avaliação que dela fazem:

“Entre os dias 15 a 17 de Abril, tivemos a oportunidade de participar na actividade 'Your Europe, Your Say', patrocinada pelo Comité Económico e Social Europeu. Esta consistia numa simulação de uma sessão plenária da qual resultaria um parecer sobre o tema alcoolismo, com base em propostas apresentadas por jovens de toda a União Europeia.

De facto, convém salientar a importância da realização de iniciativas como esta que é aqui apresentada. Importa referir em primeiro lugar que este tipo de experiências, para nós, jovens, abrem novas perspectivas, alargam horizontes. Estas mesmas experiências promovem o crescimento intelectual e emocional através do contacto com outras culturas, permitem-nos adquirir maturidade, espírito de responsabilidade e autonomia. Para mais, o contacto com outras culturas incita-nos a respeitar os outros e a ser tolerantes para com as diferenças culturais.

Em segundo lugar, temos de ressaltar a componente educativa destas experiências: conhecer e estimular a aprendizagem de novas línguas, conhecer a história de cada país e, em particular nesta actividade, conhecer e reconhecer o porquê de sermos europeus, a importância de pertencermos à União Europeia e o significado da cidadania europeia.

Em terceiro lugar, e muito importante, este tipo de iniciativas faz com que os jovens estejam atentos às tomadas de decisões políticas dos seus países. Poucas são as actividades que dão aos jovens a capacidade de se exprimir e de participar nas tomadas de decisão que directamente os afectam; por isso mesmo é que actividades como esta em que participámos, têm um aspecto relevante, que é o de promover o direito e o dever de cidadania.

Em quarto lugar, estas actividades permitem aos jovens conhecer como se organizam os trabalhos das instituições e órgãos onde diariamente se tomam decisões que regulam a nossa vida. Desperta em nós, jovens, o sentido crítico de argumentar construtivamente, trocar ideias e tomar posições.

Como cidadãos e participantes desta iniciativa, tivemos a oportunidade de entrar em contacto com a geração que assumirá os destinos dos seus países e da Europa dentro de alguns anos, compreendendo os diversos interesses, necessidades e preocupações dos jovens europeus.
Pudemos partilhar ideias novas e 'refrescantes' para a Europa.

Pudemos participar nesta iniciativa que descrevemos como única e inesquecível, que fez crescer em nós o orgulho de ser Europeu!”
Estas são as conclusões da Cátia, do Bruno e da Débora e, ao lê-las, seguramente que o professor Nuno Barbosa, responsável pelo Clube Europeu, sentirá que valeu a pena o seu envolvimento no projecto.

Poderiam ter falado da aventura que foi a sua viagem, da responsabilidade do vulcão islandês de nome impronunciável. Preferiram, contudo, à maneira de Proust, realçar que a verdadeira viagem de descoberta não consiste em ver novas terras mas antes ver com novos olhos.

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