Correio do Minho

Braga,

A problemática dos circuitos de recolha

A vida não é um cliché

Ideias

2018-05-30 às 06h00

Pedro Machado

ABraval tem instalado mais de 1300 ecopontos, nos 6 concelhos de Amares, Braga, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vieira do Minho e Vila Verde.
No caso do circuito do centro urbano de Braga, a recolha de papel e de embalagens é efetuada após as 19 horas, de modo a tentar minimizar os constrangimentos de trânsito que este serviço provoca. No entanto, o vidro, devido ao respeito pela Lei do ruído e pelo descanso dos munícipes, é efetuado no período diurno, entre as 8 e as 17 horas, tal como toda a recolha nos circuitos peri-urbanos e rurais.
A Braval tem total consciência do embaraço que causa a circulação de veículos pesados na via pública. No entanto, o serviço de recolha de ecopontos exige o recurso a viaturas pesadas e, por outro lado, implica a paragem junto aos ecopontos por períodos de tempo que se pretendem e que se tenta que sejam, o mais curtos possível. Supomos que esta situação seja transversal à quase totalidade dos serviços públicos, sejam de recolha indiferenciada de resíduos (lixo doméstico), transporte público de passageiro ou mesmo privados, tais como as situações de cargas e descargas.

Em relação ao horário de recolha seletiva, naturalmente não há horas melhores para recolher ecopontos com viaturas pesadas no centro urbano das cidades, principalmente quando esse trabalho entra em conflito com o dia-a-dia dos munícipes. As situações são quase sempre as mesmas: ou há pressa para levar os miúdos à escola, ou para ir trabalhar ou, no final do dia, para ir buscar os miúdos à escola ou ir para casa.
A Braval tem todo o interesse em adaptar os seus circuitos de recolha ao volume de trânsito existente, desde logo para também evitar as horas de ponta que se traduzem em ineficácias do seu próprio serviço e, em última análise, em custos que invariavelmente se repercutem no consumidor final. No entanto, há condicionantes que impedem que esta adaptação seja completa.

Apesar de todas as precauções, em certas situações, a recolha de ecopontos só é mesmo possível com a imobilização da viatura de recolha na via pública. Tal ocorre por um conjunto de situações que, invariavelmente, escapam ao nosso controlo e vontade, e que se prendem com a existência de viaturas estacionadas em locais proibidos e, em certas situações, com o facto da própria via pública não ter largura que permita a paragem da viatura da Braval e a passagem simultânea de outro veículo. Naturalmente, os moradores em zonas com vias mais estreitas tradicionalmente as zonas mais antigas também têm direito a ter disponível sistema de recolha seletiva dos seus resíduos recicláveis.
Há que pôr-se na pele de quem está a realizar o seu trabalho e que não consegue fazer passes de mágica, muitas vezes, ouvindo coisas menos bonitas, apenas por estar a desempenhar a sua função.
Apelo, portanto, à compreensão, paciência e tolerância, pelos eventuais incómodos que a atividade da Braval possa causar no dia-a-dia de quem partilha a via pública com as nossas viaturas, recordando que o serviço que prestamos é em prol da comunidade e do ambiente.

Ajude-nos, ajudando-se!

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