Correio do Minho

Braga, terça-feira

A “energia” na ESCA

O conceito de Natal

Voz às Escolas

2011-04-04 às 06h00

Hortense Lopes dos Santos

Nos tempos que correm, Portugal atravessa uma grave crise económica, social e política. As opiniões de como ultrapassar estes obstáculos são diversas, mas há um consenso muito alargado quanto à necessidade de (re)-qualificar os nossos recursos humanos a fim de vencermos o desafio do crescimento económico e, finalmente, caminharmos no sentido da convergência com os restantes países da comunidade europeia.

A escola pública tem uma tarefa muito importante na qualificação dos jovens e adultos, devendo apostar no reforço e na qualidade das aprendizagens. Isto possibilitará ao tecido empresarial da região enfrentar e disputar o futuro com mais vigor e capacidade de concorrência. A aposta no ensino qualificante deverá ser renovada e aumentada a qualidade e exigência destes percursos de educação/formação.

No entanto, esta tarefa não cabe apenas à Escola. É fundamental para o sucesso educativo dos nossos jovens o envolvimento das famílias e um maior empenhamento pessoal dos formandos. Neste sentido, a ESCA insiste na oferta educativa de percursos qualificantes e aposta na qualidade da formação ministrada, nomeadamente nos cursos profissionais, iniciada com o lançamento do ensino profissional nas escolas secundárias públicas no ano lectivo 2004/2005.

No Dia Aberto na ESCA, no passado dia 11 de Março, numa escola de referência local e regional nas áreas de educação e formação da metalurgia e metalomecânica, electricidade e energia, electrónica e automação e construção civil e engenharia civil, não poderia faltar uma actividade relacionada com a formação qualificante de jovens e adultos e assim, surgiu a palestra intitulada “Ensino Profissional … E depois”.

Esta actividade, muito participada, contou com a presença de vários actores que intervém no mundo trabalho e das empresas bem como formandos já certificados. Foram diversos os testemunhos que defenderam a necessidade de apostar na dignificação e valorização dos percursos formativos qualificantes e numa maior articulação da escola com o mundo do trabalho, a fim de melhorar a competitividade das nossas empresas, evidenciando a natural preocupação de quem faz parte da “célula” do desenvolvimento local e regional.

Segundo um estudo efectuado pela AIMinho aos seus associados, os empresários esperam que os recursos humanos saídos dos sistemas de educação e formação apresentem não só competências tecnológicas mas fundamentalmente um conjunto de competências transversais, no âmbito da cidadania, do trabalho em equipa, da resolução de problemas, da autonomia e da literacia cognitiva. É com esta finalidade que a ESCA irá continuar a trabalhar e a prestar o seu serviço público, tornando-se cada vez mais uma escola aberta, dinâmica e interveniente no seu meio.

Esta vivacidade é visível nos inúmeros projectos em que participamos; estivemos na Qualific@ 2011 - “A Cidade das Qualificações”, que é uma Feira de Educação, Formação, Juventude e Emprego, que decorreu na Exponor até ao dia 3 de Abril, com o curso profissional de Técnico de Construção Civil - Condução de Obra. Também iremos participar numa exposição designada “Engenharia do Futuro - Mostra o teu Projecto”, resultante duma parceria inovadora entre o ensino superior e o ensino secundário, com o curso profissional de Técnico de Mecatrónica, no Campus do Taguspark do Instituto Superior Técnico, que decorrerá nos dias 6 e 7 de Maio.

Salientamos, ainda, o facto de que uma delegação constituída por oito alunos e duas professoras se encontrar em Atenas, na Grécia, a representar o nosso país na 66ª Sessão Internacional do Parlamento Europeu dos Jo-vens. A eles desejamos uma proveitosa e enriquecedora participação.

Finalizamos, afirmando que nos actuais tempos de crise e incerteza, podem contar com a “energia” e o empenho dos recursos humanos da ESCA, no âmbito da sua missão, para que a região consiga vencer estes novos/velhos desafios, nomeadamente da qualificação dos recursos humanos que se colocam à sociedade portuguesa.

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