Correio do Minho

Braga, terça-feira

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A lampreia na Escola, uma aluna especial!

Vamos mesmo continuar a cometer os mesmos erros?

Conta o Leitor

2020-07-11 às 06h00

Escritor Escritor

Por Carlos Barros

No mês de julho, com o sol escondido e envergonhado no meio das irrequietas nuvens, um pescador de Esposende, trouxe uma lampreia para a Escola , porque muitos dos alunos nunca tinham visto uma lampreia viva. A lampreia foi baptizada, na “pia baptismal” da ribeira de Esposende, pelo nome de Famarota, pelo “padre da lota” Muchachinho.
Este ciclóstomo, sempre serpenteando, foi transportado para a Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico de Mar, numa caixa vermelhinha, aromatizada com água do mar e durante a viagem , a nossa amiga não conseguiu dormir.

A tampa da caixa abanava, provocando um som estridente, porque a Famarota estava ansiosa para conhecer os alunos e a professora da Escola.
Quando o pescador Cabá chegou à escola, entrou na sala da professora Isabel, com autorização, e abriu, delicadamente, a tampa da caixa e a lampreia saiu toda airosa e feliz porque nunca tinha entrado numa sala de aula. Com a boca aberta de espanto e mostrando a sua bem tratada ventosa, a lampreia parou por instantes, ficando inerte, olhando para o quadro preto e para a torneira que jorrava água para o seu escorregadio corpo

Com o lavatório cheio de água, a nossa amiga lampreia nadou, nadou suavemente mas, de repente, deu um enorme salto e caiu, desamparada, no chão, molhando o vosso amigo Lucas que quase escorregava…
Rabiando pela chão, desesperada e envergonhada, a lampreia deixou-se apanhar, pelas mãos dóceis da aluna Maria já que a professora da turma, fugiu para o canto da sala, quase que amedrontada, pelo tão indefeso e dócil “animal”…

Durante uma hora, os alunos brincaram com a lampreia Famarota, dançaram com ela mas, ficou cansada de tanto bailar e quase adormecia no lavatório!...
A D. Alzira, Assistente Operacional, tocou a campainha para o recreio e a Famarota finalmente pode descansar e foi dormir uma soneca, para dentro da caixa para descansar mas, como tinha de regressar, numa curta viagem a Esposende , o sono foi-se…..
O que lhe aconteceu quando entrou em casa do amigo Cabá?
A Famarota chegou ao seu destino e o pescador Cabá olhou para ela e disse-lhe:
- Famarota, conseguiste alegrar todos ao alunos da sala de aula e irás ter um prémio de recompensa e não terás o destino de muitas lampreias que acabam na panela, num saboroso arroz mas, serás libertada no rio Cávado e para o próximo ano falamos…
A Famarota foi lançada às cândidas e luzidias águas do rio Cávado e num mergulho vertical em direcção ao leito, desapareceu talvez, para a fase mais difícil do ciclo da sua vida que é a desoba…


Nota:
Esta história é real e fui eu próprio, prof. Carlos Barros que a transportei para a Escola na minha viatura e teve o destino que teve. Os alunos e professoras são fiéis testemunhas desta engraçada descrição que acabo de fazer.
Obrigado

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