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Braga, sábado

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A importância de participar

O que podem esperar os portugueses em 2023?

A importância de participar

Escreve quem sabe

2021-12-14 às 06h00

Margarida Pereira Margarida Pereira

Com a dissolução do Parlamento oficialmente decretada, é tempo de avançar com novas eleições legislativas, que têm já a sua data anunciada para dia 30 de Janeiro de 2022.
Sabemos que o maior adversário das eleições legislativas é a abstenção, que tem vindo a aumentar, chegando, em 2019, a ultrapassar a marca dos 50%. Ou seja, mais de metade da população não quis exercer o seu direito de voto e contribuir para a decisão da escolha dos governantes do nosso país.
Acreditamos que todas as forças políticas do nosso país precisam fazer uma reflexão sobre tal resultado, pois, no fim de contas, quem ganhou com maioria absoluta foi a abstenção, e, esse sim, é um adversário difícil de superar. É fundamental (re)aproximar a política de todos os portugueses, mostrando a importância e o poder que uma participação ativa pode ter.
Por exemplo, no dia 25 de Abril de 2021 surgiu, em Braga, o Movimento Contra a Indiferença, um movimento criado por cidadãos comuns que tem como objetivo combater as altas percentagens de abstenção. Para os representantes deste movimento e todos os seus apoiantes, é fundamental dar a conhecer os candidatos, os motivos da escolha de cada um.
Se este movimento levou às urnas mais um eleitor, então a sua função já foi cumprida com sucesso. Em suma, achamos que é necessário aproximar a política dos portugueses para que esta deixe de ser dirigida a um nicho específico de quem desde cedo se envolve em juventudes partidárias e passe a ser algo acessível a todos.
Os resultados indicam-nos que quanto mais “afastado” está o representante da população, maior é a abstenção, pois se pensarmos em eleições autárquicas, legislativas e europeias, a taxa de abstenção vai subindo em cada uma, respetivamente. Deste modo percebemos que a melhor forma de (re)aproximar os cidadãos da política é através das forças políticas locais, desde as Juntas de Freguesia até às Câmaras Municipais.
Se pensarmos nas Assembleias Municipais ou nas Assembleias de Freguesia, percebemos, desde logo, que a adesão deveria ser mais alta. Sabia, caro leitor, que em ambas as assembleias há um período específico para a intervenção do público, onde podem ser esclarecidas todas as informações solicitadas? Esse período era, habitualmente, no final da assembleia, mas, na Assembleia Municipal de Braga e em muitas Assembleias de Freguesia esse período foi alterado para o início, numa tentativa de que as pessoas sejam chamadas a participar e a abordar temas que achem essenciais, passando assim a parte mais burocrática para “segundo” lugar.
Participar nas assembleias, quer na municipal quer na de freguesia, é uma forma de acompanhar o trabalho dos respetivos órgãos. Perceber qual a posição das diversas forças políticas que a integram e, assim, ficar a conhecer de perto o trabalho de todos os eleitos.
Desta forma, nas eleições seguintes iremos conhecer melhor o trabalho de cada um. Acreditando que o trabalho de aproximação poderá começar por chamar a população a participar, defendemos também que é essencial explicar a todos como funciona uma assembleia, mas também como funcionam os partidos, e a política em geral. Esse trabalho deveria ser feito pelas escolas, mas porque não ser feito também pelos partidos?
Recordamos a iniciativa “Executivo Júnior” realizada pela Junta de Freguesia de São Victor em parceria com as Escolas Primárias da Freguesia, onde após as eleições o executivo eleito toma posse e manda na freguesia por um dia, tendo ainda que decidir onde aplicar uma verba atribuída à escola escolhendo um de três projetos apresentados. Esta é, na nossa opinião, uma iniciativa que deveria ser replicada, afinal os jovens de hoje são os eleitores de amanhã, e estes devem saber não só a importância de ser eleito como também a importância de eleger, e de apresentar projetos ao executivo. Devem, desde cedo, aprender que existem candidatos e que podem saber trabalhar em comunidade, ganhando ou perdendo o executivo.
Cada cidadão pode ser sempre uma força ativa na política, afinal todos têm como objetivo melhorar a vida da comunidade que usufrui da escola, no caso desta atividade em particular. Desta forma podemos perceber como é fundamental que os cidadãos tenham uma participação política ativa no quotidiano do nosso país. Mais do que o partido, a prioridade de qualquer político deveria ser sempre a sua freguesia, a sua cidade, o seu país.
Não se esqueça que é possível o voto antecipado, não se esqueça de votar. Dia 30 de Janeiro de 2022, vote!

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