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Braga, quarta-feira

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A Festa do Centenário do CNE

Vida e Obra de Paulo Freire – Parte III

A Festa do Centenário do CNE

Escreve quem sabe

2023-06-09 às 06h00

Carlos Alberto Pereira Carlos Alberto Pereira

Naturalmente que a crónica de hoje não pode deixar de ser um olhar, tão isento quanto possível, sobre o fim de semana de 27 e 28 de maio passado. Na realidade, o acolhimento começou no dia 26, quando, vindos de todos os cantos do país, 23 mil escuteiros de todas as faixas etárias foram chegando:
Os Lobitos – crianças dos 6 aos 10 anos que, organizados em pequenos grupos, os Bandos vivem na Alcateia, cujo enquadramento foi inspirado no “Livro da Selva”, de Rudyard Kipling, onde uma criança, o Máugli foi adotado pela alcateia de Seiôuni.

Os Exploradores – adolescentes dos 10 aos 14 anos que, organizados em Patrulhas, constituem a Expedição e partem em busca da Terra Prometida.
Os Pioneiros – jovens dos 14 aos 18 anos que, agrupados em Equipas, formam a Comunidade, assumindo o seu papel na construção da Igreja.
Os Caminheiros – jovens adultos dos 18 aos 22 anos que, organizados em Tribos, constituem o Clã, procurando viver à imagem do Homem Novo.

Estas crianças e jovens têm como enquadramento pedagógico o Programa Educativo, aprovado pelo Conselho Nacional do CNE no dia 21 de novembro de 2009, sendo as alterações regulamentares aprovadas a 29 de maio de 2010. O Programa Educativo, depois de uma fase piloto, entrou em vigor no início do ano escutista de 2010/2011.
Todos estes escuteiros acamparam ou acantonaram em Braga e tinham à sua disposição um enorme conjunto oficinas/ /jogos para conhecerem a cidade que, há 100 anos, acolhera o Escutismo Católico Português, e para descobrirem os usos e costumes desta(s) comunidade(s). No espaço exterior do Altice Forum Braga, no dia 27, no jantar do final, os 23 mil escuteiros, bem como os familiares que a eles se juntaram, participaram na Celebração Eucarística presidida pelo Arcebispo Metropolita de Braga, o Senhor D. José Cordeiro, à qual se seguiu um momento de animação, um “Fogo de Conselho”, na nossa linguagem.

Temos um ditado popular que diz: “boda molhada é boda abençoada”, ora a meteorologia quis lembrar aos presentes porque se diz que “Braga é o peniquinho do céu” e brindou estes dois momentos com uma longa e pesada carga de água. Apear de se abrirem os locais de pernoita antecipadamente, sobretudo por causa dos mais novos, a grande maioria dos jovens permaneceu festejando o Centenário.
Assim, e fazendo fé no citado ditado popular, no domingo, quando cada um regressava ao conforto do lar, cansado, mas de “alma lavada” e com a convicção que o novo século, agora iniciado, será, tal como a “boda”, um “milénio abençoado”.

Nestes dias repletos de ação para crianças e jovens, também houve tempo para, no início da tarde de sábado, na Catedral revisitarmos o Arcebispo Fundador, D. Manuel Vieira de Matos para lhe agradecermos o seu ato fundacional, mas sobretudo a sua dedicação ao Movimento, bem como aos seus sucessores.
O CNE também quis homenagear Braga e os seus habitantes, por terem acarinhado a fundação do Escutismo Católico e que, ao longo deste século, sempre nos acolheram de braços abertos. Por isso, dirigimo-nos, sem interromper as atividades de crianças e jovens, ao Campo das Hortas, para, do outro lado da rua, no jardim dos Chorões, inaugurar uma escultura designada “100 anos” da autoria do escultor Paulo Neves, que o Corpo Nacional de Escutas ofereceu a Braga e às suas gentes.
Esta peça foi desenvolvida a partir do logotipo do centenário, um polipedestre com 5 troncos entrelaçados por uma corda. Paulo Neves desenvolveu o conceito inicial mantendo os cinco troncos em pedra que se consolidam sobre uma base que suporta e une as colunas.

Num destes cinco troncos temos uma Flor de Lis, ícone identitário do Escutismo, simbolizando: a Lei e a Promessa do Escuta, a mística e a simbologia: os valores fundamentais da Constituição Mundial do Escutismo.
No segundo temos a tenda, representando a vida ao ar livre e a aprendizagem ativa aproveitando a pedagogia do erro e valorizando a ação reflexiva.
No terceiro vemos a árvore, que nos remete para a natureza, esta “nossa casa comum”, espaço educativo essencial onde melhor se descobre a obra criadora de Deus e o nosso papel de cidadão.
No quarto a representação da comunidade, que nos acolhe, na qual a educação escutista desenvolve o relacionamento do “eu” com o(s) “outro(s)” e os conceitos de interação, autonomia, responsabilidade e liderança pessoal e grupal.

No último tronco surge a chama, o fogo da espiritualidade do escutismo católico que assenta neste princípio simples: “amar os outros como a nós mesmo”.
Finalmente a base que une os cinco troncos e que permite a interação ente eles, valorizando uma formação integral, isto é, da pessoa no seu todo, é nela que o escutismo opera, é a ação, é o espaço da vida escutista. A celebração do segundo centenário começou com os diversos tempos de ação e de agradecimento que agora renovo com um grande “obrigado.

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