Correio do Minho

Braga, segunda-feira

A exigência e a liberdade na Educação

O mito do roubo de trabalho

Ideias Políticas

2016-01-26 às 06h00

Francisco Mota

Com o início da política de geringonça assistimos ao período de amamentação sindicalista de António Costa. Foi e é um estender da alcatifa vermelha aos populistas de esquerda, aliados do facilitismo democrático de uma qualquer revolução que se acham donos e senhores. Pior que isto tudo, é que se confirma não só a necessidade de sobrevivência carreirista dos dirigentes das inter sindicais como a necessidade de sobrevivência política do então primeiro ministro, fazendo lembrar um velho ditado que diz: “estão bem um para o outro.”

Se apenas tivéssemos a falar de um namorico ou de um casamento quase que poderíamos valer de mais uma verdade popular “entre marido e mulher ninguém mete a colher”, só que não, entre estas negociatas matrimoniais é jogado o futuro do País e das futuras gerações.

Entre o rasgar, reverter e retribuir percebemos facilmente que o que conta é devastar o que foi conseguido com o suor e sacrifício dos Portugueses. Apenas precisamos de reflectir o que tem sido feito virgula destruído no contexto na Educação nos últimos dois meses. É do consenso geral da sociedade que esta é uma das pastas que mais compromisso e estabilidade necessita na esfera da governação, sendo incompreensível que a meio de um ano lectivo se instale a dúvida e o pânico sobre o modelo de futuro na educação disponibilizada pelo Estado.

A nossa geração e as novas gerações não pede que se troque a exigência pelas facilidades, nem a capacidade de ultrapassar os desafios pelo laxismo. Defendemos a presença da Meritocracia no modelo educativo, pela aposta no esforço e na formação curricular, como fontes de mobilidade social. Acredito convictamente que os educandos devem combater e vencer as dificuldades na Escola para estarem melhores preparados para alcançarem o sucesso no mundo profissional.

Contra o facilitismo que hipoteca futura teremos que pautar por um ensino público exigente e de qualidade, que sem dúvida apenas beneficia as crianças e jovens Portugueses. A Juventude Portuguesa deve ser uma oposição frontal às utopias da esquerda falida e não ter medo de se colocar à prova no final de cada ciclo de ensino.

O caminho que foi iniciado na construção de uma escola mais livre não pode receber do Ministério da Educação a impossibilidade de definirem critérios próprios para a contratação de professores. Seria regredir no progresso da administração escolar e na qualidade do ensino, voltando ao centralismo burocrata dos processos de contratação.

Este é um sinal claramente ideológico e monopolista de um estado arcaico que põem em causa os projectos educativos de cada escola, que procura extinguir por um qualquer decreto ministerial e sindical a autonomia das escolas.
Sempre fui e serei defensor de três pressupostos fundamentais da escola pública livre: a subsidiariedade, a autonomia e a liberdade de escolha, pois esta é a escola em que acredito que se obtém os melhores resultados quantitativos e qualitativos nos nossos alunos.

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