Correio do Minho

Braga, quinta-feira

A estrada da felicidade

A União Europeia e os Millennials: um filme pronto a acontecer

Escreve quem sabe

2015-03-15 às 06h00

Joana Silva

A felicidade é o expoente máximo da realização pessoal e não existem fórmulas mágicas para o “feliz para sempre”. No entanto, a felicidade é subjetiva. Quer-se com isto dizer que, é constituída por momentos intensos de alegria e de satisfação. De acrescentar que, varia de pessoa para pessoa, sendo que o que é importante para alguém não o é (ou pode não o ser) importante para outrem.

A tristeza face a uma “lacuna” em determinado aspeto da vida pode por vezes ser confundida com depressão do género “ Infelizmente fez uma má opção em mudar de emprego e agora está todos os dias triste. Parece-me que está depressivo”. O “estar triste” é um sentimento completamente diferente de um estado que é a depressão. Portanto, tristeza não é sinónimo de depressão, quando o dia-a-dia continua significativo e funcional.

A infelicidade é um sentimento antagónico e surge frequentemente da comparação de aspetos vivenciais entre pessoas. Aspetos como ter uma excelente carreira, ter um relacionamento, ter bens materiais entre outros. Por esta razão é comum ouvir-se frases como “ Tem tanta sorte! É rica, pode comprar tudo o que quer!” No entanto, a pessoa que é alvo desta comparação pode na realidade não ser “tão feliz” porque apesar de ter a condição de ser avultada em bens materiais, não significa que seja essa a “lacuna” da sua vida.

Pois até pode ter bens materiais mas não “ser feliz” porque o seu maior desejo e construto de felicidade passa por ter um relacionamento positivo. Basicamente o que se vê nada mais nada menos é, do que uma perceção e uma extensão dos desejos que à partida trariam felicidade. O constructo de felicidade da pessoa A dificilmente é o da B. As comparações geram insatisfação porque tende-se a procurar nos outros o que se gostaria de ter e a infelicidade toma lugar. Com certeza que já ouviu ou leu algo sobre uma expressão “pensamentos tóxicos” que tem vindo a ganhar destaque na sociedade atual.

As reflexões negativas que “bombardeiam” o pensamento sistematicamente dão lugar a emoções menos boas (ou tóxicas), como a ansiedade, a preocupação, até o ciúme menos sadio “ Porque é que tem e eu não tenho”. O facto de se acreditar que nada da “vida corre bem” só irá vincar mais a situação vivencial e em nada a melhorará. É como se os pensamentos tóxicos ganhassem expressão e realidade. Certamente já ouviu a expressão “Os pensamentos tem muita força! Ou… o poder da mente é muito forte”.

É justamente na focalização de aspetos menos bons ou menos conseguidos da vida aliado à comparação do “outro ter” causa infelicidade. Por tudo quanto foi dito anteriormente, na ocorrência de pensamento tóxico “ Não vou conseguir…” torna-se importante contrapor com pensamentos positivos “Tentarei dar o melhor. Poderei não conseguir hoje mas tentei”. Se algo na sua vida vai menos bem, questione-se através do diálogo interior, o que pode fazer para melhorar a situação. Veja a vida em modo de “filtro positivo”, os obstáculos que já ultrapassou, o quanto aprendeu e evoluiu. A estrada da felicidade só você a pode percorrer, as outras pessoas que também circulam nessa mesma estrada são viajantes que igualmente procuram materializar os seus desejos.

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