Correio do Minho

Braga,

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A Escola Secundária de Alberto Sampaio abre as portas à Comunidade: 21 de Maio - Aula Aberta à Cidade

Por uma responsabilidade individual de protecção mais inclusiva

Voz às Escolas

2010-05-06 às 06h00

Manuela Gomes Manuela Gomes

Sempre entendemos que a Escola teria de ser um espaço de construção do saber, de fruição do conhecimento, das artes, da cultura. E reconhecemos que em todos os seus espaços, do jardim ao laboratório, da escada à sala de aula, do átrio ao corredor, no palco, a aprendizagem acontece.

Partilhamos igualmente a convicção de que os momentos informais, libertos de paredes feitas ou de caminhos previamente delineados, constituem, por vezes, espaços de excelência do ensinar e do aprender. Experimentar revela-se, frequentemente, essencial para garantirmos esse confronto entre o que sabemos, o que somos capazes de fazer, o que passamos a reconhecer que somos capazes de fazer, logo de saber.

E de cada vez que experimentamos colocar o protagonismo do lado de lá da sala de aula, ficamos surpreendidos com os resultados, ficamos surpreendidos com o que são capazes de fazer, com o que sabem. E, claro, do lado de cá da sala de aula, bem no fundo de cada um de nós, não deixamos de acreditar que uma pitada do nosso empenho também mora ali e surpreendemo-nos com o que fomos capazes de fazer, e, por mais vasto que possa ser o nosso oceano de constrangimentos, é aí que encontramos a vontade que nos anima, a cada dia, a cada entrada da sala de aula.

No dia 21 de Maio, sexta-feira, a Escola abre as portas à Cidade: a aula acontece em qualquer espaço, os nossos alunos tomam a palavra, dirigem as tarefas, acompanham os visitantes, mostram o saber que já é seu, mostram a escola que é sua. Os visitantes terão um papel activo, dos computadores aos tubos de ensaio, das artes plásticas à expressão dramática. Mas poderão também saborear alguns momentos de descanso e serenidade, com os recitais na Biblioteca ou a ginástica acrobática no pavilhão gímnico.

O mês de Maio na nossa escola está, na realidade, voltado para o exterior. No dia dezoito, recebemos as instituições do ensino superior, numa feira de profissões, também aberta ao público, e no dia vinte e oito, o Sarau ESAS acontece. Nos últimos dias do mês, a Defacto sai do prelo, o Teatro volta à cena, as Artes Plásticas coroam os espaços da escola com o «Artes em Festa» e os alunos finalistas apresentam, em sessões abertas, os seus trabalhos de investigação. É como se de uma conspiração se tratasse, garantindo que nos vestimos de novas vontades para chegarmos à recta final do ano, com a dignidade que os nossos alunos merecem, que a nossa comunidade merece, que a cidade merece.

E como a dimensão humana é a da eterna imperfeição e, apesar disso mesmo, também é da natureza humana registar «os defeitos no bronze e as virtudes na água» , no momento em que as nossas portas estão abertas a todos, não poderíamos deixar de agradecer àqueles que, mesmo no quadro das maiores adversidades, conseguem ter uma palavra de reconhecimento e alento pelo trabalho desta escola, pelo trabalho das outras escolas da cidade, pelo trabalho das escolas do nosso país. A esses temos o dever de lhes dizer que é também aí que encontramos a vontade que nos anima, a cada dia, a cada entrada da sala de aula.

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