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A escola em tempo de pandemia

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A escola em tempo de pandemia

Voz às Escolas

2020-12-28 às 06h00

Hortense Lopes dos Santos Hortense Lopes dos Santos

No final do ano letivo anterior, e atendendo à emergência de saúde pública que atravessavamos e à estratégia nacional de levantamento de medidas de confinamento no âmbito do combate à pandemia da doença Covid-19, o Conselho de Ministros estabeleceu um conjunto de medidas excecionais e temporárias para a organização do ano letivo 2020/2021 que visavam garantir a retoma das atividades educativas e formativas, letivas e não letivas, em condições de segurança para toda a comunidade educativa.
Neste contexto, o Agrupamento de Escolas Carlos Amarante definiu um quadro de intervenções que pretendiam garantir o progressivo regresso à normalidade, sem descurar a vertente de saúde pública, tendo começado pela atualização do Plano de Contingência para a COVID-19 de cada estabelecimento de ensino, em colaboração com as autoridades de saúde da ARS Norte e a sua divulgação por todos os profissionais (pessoal docente e não docente), alunos e encarregados de educação.

Assim, foi posto em prática um conjunto de medidas relativas ao horário de funcionamento, à reorganização dos horários e gestão dos espaços escolares, acrescidas por uma forte sensibilização e informação da comunidade educativa relativamente às normas de conduta a obedecer e que visavam a prevenção e o controlo da transmissão da Covid-19 (correta higienização das mãos, etiqueta respiratória e colocação da máscara).
Em simultâneo, foi desenhado um rigoroso plano de higienização para cada estabelecimento de ensino, que foi dado a conhecer a toda a comunidade escolar. Finalmente, encontramo-nos a iniciar o programa de mentoria que foi concebido para estimular o relacionamento interpessoal e a cooperação entre alunos, em condições de segurança para os alunos mentores e mentorandos.
Ao terminar o 1º período, e fazendo uma avaliação da aplicação destas medidas, podemos afirmar que, com o contributo abnegado de todo o pessoal docente e não docente e dos nossos alunos, os estabelecimentos de ensino do agrupamento têm sido locais seguros, onde os contágios não foram em número significativo e muito longe dos prognósticos dos menos optimistas, que apontavam o ensino presencial e as escolas como uma das mais fortes razões para uma verdadeira catástrofe de infeções e contágio.

Como sabemos, esta época é tradicionalmente marcada por deslocações e reuniões familiares que são um risco adicional no contexto pandémico. Se olharmos para os últimos meses, com maior ou menor confinamento, obrigar a população a passar um Natal em isolamento também não seria bom, nem para a saúde nem para a economia.
Apesar de um ligeiro alívio de restrições durante o período de Natal, as autoridades de saúde contam com a colaboração e o empenho das famílias para minimizar o risco, pois não é possível eliminá-lo por completo e é expectável que haja um aumento de número de casos em Janeiro, em consequência das confraternizações natalícias e das férias escolares.

No entanto abre-se uma janela de esperança após as autoridades e agências que tutelam os medicamentos terem aprovado o uso da vacina para combater a disseminação do coronavírus. O Reino Unido e os EUA estão a dar os primeiros passos na vacinação contra a Covid-19 e no ínicio do próximo ano será alargada a toda a UE e demais países, pretendendo a OMS que a vacina chegue a todos para podermos criar a imprescindível imunidade de grupo, tão necessária para a normalização da vida das pessoas e da economia. Portugal recebeu nos últimos dias as primeiras vacinas.
Simultaneamente, a comunidade científica tem-se desdobrado a divulgar a segurança e a eficácia das vacinas, apesar das dúvidas que existem e do que ainda não se sabe em relação às mesmas. Exemplo disto é o que disse numa entrevista o epidemiologista Manuel Carmo Gomes, que integra a Comissão Técnica da DGS, que referiu que com o que sabemos hoje, do ponto de vista técnico e científico, as vacinas são seguras e eficazes, pelo que as pessoas podem estar tranquilas.

Nesta luta contra a pandemia, apelamos a toda a comunidade educativa do AE Carlos Amarante para que seja um agente de saúde pública. Não podemos esquecer que ao cuidarmos de nós estamos a cuidar dos outros, pelo que teremos, em qualquer circunstância, de aplicar as quatro regras fundamentais: manter o distanciamento social, usar máscara, usar a etiqueta respiratória e lavar ou desinfetar frequentemente as mãos.
Ao terminar, não posso deixar de destacar e agradecer publicamente à Enfermeira Paula Machado que integrou a equipa da saúde escolar do Agrupamento. Teve um papel fundamental na elaboração dos Planos de Contingência e de higienização, no esclarecimento de todas as dúvidas e receios da nossa comunidade. Com o apoio da Enfermeira Paula o nosso trabalho ficou mais fácil.
Fiquem bem e em segurança.
A direção do Agrupamento de Escolas Carlos Amarante deseja um excelente 2021!

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