Correio do Minho

Braga,

A eficiência da iluminação pública

O nível de vida português pode ser ultrapassado pelos países do leste europeu

Escreve quem sabe

2013-10-12 às 06h00

Fernando Viana

Segundo o Documento de Referência para a Eficiência Energética na Iluminação Pública, o consumo de energia está na origem de 80% das emissões de gases com efeito de estufa na União Europeia (UE).
Consequentemente, reduzir as emissões de gases com efeito de estufa implica um menor consumo de energia e uma maior utilização de energia limpa.

É nesta óptica que surge a denominada ‘Estratégia 20-20-20 para 2020’ cujo objectivo é reduzir 20% do consumo de energia, reduzir 20% das emissões de GEE (Gases com Efeito de Estufa) e que 20% da energia consumida seja de fonte renovável. Por outro lado, a Estratégia Nacional para a Energia 2020 (ENE 2020), enquadra as linhas de rumo para a competitividade, o crescimento e a independência energética do país, através da aposta nas energias renováveis e na promoção integrada da eficiência energética, garantindo a segurança de abastecimento e a sustentabilidade económica e ambiental do modelo energético.

Em desenvolvimento, o Programa de Eficiência Energética na Administração Pública, visa obter até 2020, nos serviços públicos e nos organismos da Administração Pública, um nível de eficiência energética na ordem dos 20% em face dos actuais valores. Nestes objectivos enquadra-se também a utilização racional de energia e a eficiência energético-ambiental em equipamentos de iluminação pública.

Em Portugal, a iluminação pública é responsável por 3% do consumo eléctrico total, sendo que os respectivos custos energéticos constituem, em alguns casos, mais de 50% nas despesas dos Municípios com energia, verificando-se nos últimos anos uma tendência de aumento análoga à melhoria dos níveis de iluminação da região (cerca de 4 a 5% por ano).

Existem no mercado diversas soluções e tecnologias que permitem melhorar a eficiência energética da iluminação pública, facilitando uma gestão mais eficiente. Estes sistemas podem também permitir economias directas nos consumos de energia e/ou levar a um aumento da vida útil das lâmpadas, permitindo uma redução dos custos de manutenção das instalações de iluminação pública. O potencial de redução de consumos com a iluminação pública pode chegar aos 700 GWh/ano (redução de consumos de CO2 de 260.000 ton/ano).

Como cidadãos, temos noção da importância que a iluminação pública representa, seja ao nível do conforto que tal representa, seja ao nível da qualidade de vida e da sensação de segurança que a iluminação pública transmite. Não temos, por outro lado muitas vezes a noção do custo que tal representa, embora saibamos que em função da população residente em cada Município, tal representará certamente um custo que não é despiciendo.

Compete a cada um de nós darmos o nosso contributo, alertando os serviços municipais para as anomalias verificadas, como por exemplo, a existência de luminárias que não funcionam, ou para situações de vandalismo, que infelizmente são bastante recorrentes. Compete aos Municípios a gestão do sistema, por forma a torná-lo o mais eficiente possível, com o mínimo de custos.

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