Correio do Minho

Braga, terça-feira

A amnésia continua a ser o trunfo de Vítor Sousa

Repensar a Lógica do Livro de Instruções

Ideias Políticas

2013-02-19 às 06h00

Francisco Mota

Este fim de semana fomos surpreendidos com declarações do candidato do partido socialista de Braga ás autárquicas deste ano, onde afirmava que não conhecia nenhuma ideia dos seus adversários. Vítor Sousa demonstrou não estar à altura do lugar que pretende ocupar na liderança dos destinos municipais, porque a postura de seriedade e verdade é premissa obrigatória em quem quer ocupar lugares ao serviço da coisa pública.

O líder do PS de Braga já indicou a forma como vai abordar o período eleitoral para a Câmara Municipal de Braga, deixando bem claro os três eixos de acção da sua campanha: a desresponsabilização no processo da reorganização administrativa através da vitimização; a fuga ao debate da Braga de Futuro, com os temas nacionais; e por último o jogo de cintura com a actual política exercida em Braga, quando der jeito está de acordo com as opções municipais, por outro lado se o prejudicar classifica de humildade nos erros que penhoram as futuras gerações.

Posto isto sinto-me na obrigação de combater a amnésia, mais uma vez, de Vítor Sousa. No que se refere às opções municipais e às alternativas que se impõem à actual política exercida em Braga temos vindo a apontar um caminho distinto e repleto de ideias para o nosso concelho. O que talvez não se deve recordar é das propostas que são feitas ao seu executivo e que por ele são chumbadas ou renegadas, se não vejamos:

Na área social apresentamos que o município deveria liderar a rede social, e efectivar o seu objecto de acção, porque não funciona e pelo momento que as famílias atravessam devia ser uma prioridade de Braga.

No Desporto defendemos que a primazia do município não podia ser apenas o futebol. No nosso concelho o desporto conquista além das tradicionais quatro linhas. O atletismo, andebol, hóquei, volley, basquete, desporto adaptado, futsal, natação, futebol americano entre outros elevam a capital do Minho. O que se exige são as mesmas oportunidades por parte da CMB.

Na mobilidade apresentamos alternativas à política do uso do carro, com a reorganização das linhas dos TUB. Esta não pode ser pensada apenas pelos números de quem usa as linhas, mas sim na perspectiva de conquistar os Bracarenses ao uso do transporte colectivo. Melhores condições significam mais utilizadores e melhor mobilidade. Esta ideia ainda foi reforçada com a proposta de reintrodução do eléctrico na área pedonal da cidade.

No estímulo à economia local acreditamos que o município deveria reduzir os impostos municipais, e na actual conjuntura era uma obrigação dos decisores locais. Desde a saída do hospital do centro da cidade que o comércio tradicional se foi afundando. Sugerimos isenções no parque de estacionamento municipal para quem fizesse compras no centro, bem como a introdução de carreiras mais pequenas nas áreas pedonais.

Propusemos ainda que Braga tivesse uma estratégia, conjugando a produção científica e cultural das Universidades e do Laboratório Ibérico Internacional de nanotecnologia. Se por um lado as universidades estão alheadas à formação e ao próprio mercado de trabalho, também será inevitável dizer o trabalho ímpar por elas desenvolvido no que ao património e cultura diz respeito.

Tendo em conta a riqueza histórica e patrimonial de Braga que esta dada ao abandono, unindo esforços entre o trabalho ímpar das entidades já referidas e a promoção cultural, artística, gastronómica e patrimonial do município, não só estaremos a perpetuar as tradições e história do concelho, como estaremos a impulsionar o desenvolvimento económico através de uma actividade como o Turismo que está muito mal explorada no território bracarense.

Por outro lado o centro de nanotecnologia, possibilitou a Braga contactar e desenvolver um novo tipo de indústria ligada à área da tecnologia e inovação. Com um mundo cada vez mais dependente tecnologicamente é certamente uma aposta ganha sustentar e incentivar à fixação de parceiros ligados a esta área. E assim sendo acredito que a diplomacia económica fora de portas por parte do executivo camarário tem que ser considerado e é fundamental no seio da estratégia que referi.

Penso que ficou visível algumas das propostas estratégicas para Braga por nós apresentadas, espero assim ter contribuído para a recuperação de memória de Vítor Sousa.

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