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8 anos de Unidade de Tratamento Mecânico e Biológico (TMB)

O maior desafio dos 50 anos de Democracia

8 anos de Unidade de Tratamento Mecânico e Biológico (TMB)

Ideias

2024-02-21 às 06h00

Pedro Machado Pedro Machado

No dia 19 de fevereiro de 2016 foi inaugurada a Unidade de Tratamento Mecânico e Biológico (TMB), em cerimónia presidida pelo Ministro do Ambiente, Eng.º João Pedro Matos Fernandes e com todos os acionistas da Braval.
Nestes 8 anos, a TMB recebeu cerca de 550 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos. A valorização dos resíduos orgânicos permitiu a produção de 19.735 MWh de energia elétrica.
A TMB significou um investimento de aproximadamente 20 milhões de euros (9 milhões na Iª fase e 11 milhões na 2ª fase) co-financiado pela União Europeia, apoiado em 69% pelo Fundo de Coesão (QCA III), na Iª fase, e em 85% pelo QREN – POVT, na IIª fase.
Os resultados destes 8 anos foram alcançados com muitas dificuldades e esforço para, diariamente, melhorar os resultados da valorização energética dos resíduos, de resolver os problemas de uma unidade com um funcionamento tão complexo.
Em 2020, após um processo de licenciamento do composto Ferti +, recebemos o número de inscrição no Registo Nacional de Matérias Fertilizantes Não Harmonizadas, o que permite comercialização do Ferti +, marca registada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

O Ferti + é um Corretivo Composto produzido através de matérias sólidas de natureza orgânica recolhidas em áreas urbanas, provenientes dos resíduos sólidos urbano. Insere-se no Grupo 5 – Corretivos Orgânicos, de Classe I, para utilização em solos destinados a culturas arbóreas e arbustivas (vinha, olival, pomares, etc.), culturas arvenses, pastagens, floricultura, horticultura, relvados, entre outros. É comercializado a granel, sob a forma de pó, com prazo de validade de 2 anos e com Grau de Maturação III.
A TMB reveste-se assim de grande importância para o tratamento de resíduos na área da Braval, pois contribui, em grande medida, para alcançar os seguintes objetivos: reduzir a quantidade de resíduos urbanos biodegradáveis encaminhados para aterro; aumentar a quantidade de resíduos preparados para reutilização e reciclagem; valorizar os restantes resíduos que não possam ser reciclados, mas que possam ter outra valorização, evitando que o seu destino seja a deposição em aterro.

Quanto mais bem separados chegarem os resíduos da recolha indiferenciada, ou seja, sem materiais recicláveis, que devem ser depositados no ecoponto para poderem ser encaminhados para reciclagem, maior poderá ser a qualidade do composto Ferti + e maior será a valorização dos resíduos produzidos na nossa área.
Lamentavelmente, nos resíduos urbanos provenientes da recolha municipal, que são cerca de 300 toneladas por dia, destas cerca de 120 toneladas são embalagens recicláveis que, ao serem misturadas com os resíduos orgânicos, inviabilizam a sua reciclagem, indo diretamente para aterro sanitário. O pequeno gesto de separar as embalagens para o ecoponto, permitiria a reciclagem de 30.000 toneladas de embalagens por ano e também contribuir para as metas definidas para Portugal pelas instâncias europeias.

Também com o início da recolha seletiva de biorresíduos, a partir deste ano, permitirá aumentar a qualidade do composto, uma vez que os resíduos orgânicos já chegarão separados e sem contaminantes à TMB.
Termino voltando a abordar o que tenho vindo a preconizar desde 2008: a existência de uma unidade de valorização energética dos refugos proveniente da triagem da totalidade dos RSU´s, que abrangesse a região do Litoral Noroeste, desde Valença até Vila Real, passando por Viana do Castelo, Braga, Guimarães, ou seja, os sistemas Valorminho, Resulima, Braval e Resinorte.
Ajude-nos, ajudando-se!

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