Correio do Minho

Braga, sexta-feira

6 Meses… e gira, gira e gira…

Investir em obrigações: o que devo saber?

Ideias Políticas

2016-06-07 às 06h00

Hugo Soares

Assinalaram-se por estes dias seis meses do Governo do PS, suportado no parlamento pelo Bloco de Esquerda, pelo Partido Comunista Português e pelo Partido Ecologista os Verdes. A escolha de políticas públicas nunca em Portugal esteve tão à esquerda desde o período quente do pós 25 de Abril de 74.

Olhando para os últimos seis meses, a primeira pergunta (legítima) para se fazer uma avaliação da atuação do Governo é: o que fez o Governo? E a resposta, sem reverter o que de estrutural se fez no passado, é nada. O governo na verdade não governa. Gira. Gira sobre si mesmo, volta atrás, desbarata os esforços dos portugueses, mas gira. Gira na geringonça, sobrevivendo e fazendo de Portugal a tábua de salvação política do Dr. António Costa.

Nos últimos seis meses, o Governo de Costa reverteu apenas. Reverteu compromissos do Estado com investidores externos; reverteu políticas públicas do mais elementar bom senso, como era o horário de 40 horas na função pública. Reverteu na exigência e rigor na educação. Reverteu no caminho de uma escola pública de qualidade e assente liberdade de escolha com a decisão de rompimento dos contratos celebrados com o ensino cooperativo e particular. Reverteu na reposição dos feriados sem olhar à competitividade da economia. Reverteu na transparência e rigor que deve presidir ao recrutamento de dirigentes para a administração pública, fazendo tábua rasa da CRESAP e enxameando a administração pública de quadros do PS.

Em consequência, reverteu nos resultados: o desemprego vem a aumentar; o emprego a cair; a economia a crescer menos (muito menos) do que crescia e do que se previa crescer; o investimento caiu bruscamente; as contas públicas entraram em derrapagem e, se nada for feito, poderemos ter um défice este ano maior que o do ano anterior (sabe-se já que o governo tem neste trimestre um défice 1,1% superior ao que tinha prometido!).

E reverteu aquilo que já todos considerávamos como assente na nossa sociedade, atacando a iniciativa privada, desvalorizando o setor social e procurando a estatização dos setores de atividade. Tudo em prol da estabilidade governativa que, sejamos rigorosos, existe.
Portugal andou para trás e os resultados já se sentem. E o governo, irresponsavelmente, assobia para o ar, empurrando com a barriga para a frente os problemas que saltam à vista. Um déjà vu dos tempos dos desmandos socráticos.
Mas o governo gira. Gira sobre si mesmo, gira na geringonça.

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