Correio do Minho

Braga, sexta-feira

41 anos de UMinho em Braga

Amarelos há muitos...

Ideias Políticas

2015-02-17 às 06h00

Francisco Mota

A Universidade do Minho surge em Braga em 1973 acabando por receber os primeiros alunos apenas no ano lectivo 1975/76. A academia minhota coloca-se desde a sua fundação como polo aglutinador de uma região, impulsionando o conhecimento, a inovação e o ensino atribuindo esta marca ao seu território.

O aparecimento da Universidade coincide com um novo tempo para Portugal. Um pós 25 de Abril quente e uma democracia ainda com muito para aprender fizeram da UM um dos maiores desafios no/do Minho. Com a queda do regime ditatorial o investimento na educação era uma das maiores prioridades do País. Impunha-se uma nova realidade política e consequentemente um nova visão cultural, formativa e científica. A Universidade do Minho acaba por se assumir um dos grandes estandartes deste novo panorama e o seu percurso de excelência confirma e justifica o estatuto que alcançou.

A Universidade foi fazendo o seu percurso de crescimento e afirmação e é hoje reconhecida pela competência e qualidade dos professores, pela excelência da investigação, pela vasta oferta formativa e pela sua grande capacidade de interacção com organizações e instituições externas ao meio académico.
A academia consolidou ainda a posição de agente central na região, pela referência nacional em que se tornou e pelo reconhecimento na esfera Mundial de que tem sido alvo.

Infelizmente o reconhecimento local e a estratégia municipal não acompanharam o desenvolvimento que a Universidade significou para a cidade e para a Região. Foram perdidas consecutivamente oportunidades de planeamento, crescimento e progresso para Braga pela falta de visão de quem durante anos nos governou. A Uminho foi sempre encarada como uma “Braga 2” , sem que se tenham apercebido que o que estava a dar o estatuto a Braga, de cidade jovem, de oportunidades, empreendedora e inovadora era precisamente a Universidade.

Mas a esperança num Futuro melhor faz-me acreditar que a Cidade ainda terá muito a dar à Universidade, bem como a Universidade terá muito a dar à Cidade. A união de esforços e o diálogo permanente entre o município e a academia permitirão colocar Braga como uma referência no contexto das Smart Citys nos seus mais diversos eixos de actuação, sejam eles na área do planeamento, mobilidade, ambiente, desporto ou cultura e que trará consigo a capacidade de fazer cidade de maneira diferente e com maior qualidade de vida para todos nós.

Ainda assim teremos que vencer diversas barreiras quer sejam elas físicas e estruturais ou estratégicas e de vontades. O aproximar a Universidade da Cidade terá obrigatoriamente de passar do papel para a prática. A ligação viária à Universidade desde o centro histórico através do eixo Rua Nova de Sta Cruz / Senhora a Branca torna-se urgente para a revitalização da cidade e premente pela falta de condições que este acesso oferece.

Seria ainda necessário pensar um novo modelo de desporto escolar com ligações directas à Universidade. Na política municipal deveríamos encarar como a oportunidade de os melhores fazerem o seu percurso académico na sua terra e sem que tenham a necessidade de migrar para outras cidades.

Por último no plano de regeneração do centro histórico deveríamos pensar na fixação dos jovens Erasmus ou até mesmo de estudantes de outras regiões do país, bem como investigadores, com a implantação de residências universitárias quer em edifícios da Universidade ou do Município, numa intervenção concertada, projectada e apoiada pelas duas partes.

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