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2024: decisivo para Portugal, a Europa e o mundo

O maior desafio dos 50 anos de Democracia

2024: decisivo para Portugal, a Europa e o mundo

Ideias

2024-01-04 às 06h00

José Manuel Fernandes José Manuel Fernandes

Neste ano de 2024, que agora se inicia, os desafios à escala global e nacional mantêm-se e a imprevisibilidade aumentou. A incerteza é cada vez maior. A Rússia continua a atacar a Ucrânia e no Médio Oriente teme-se o alastrar do conflito que começou com um ataque bárbaro por parte do grupo terrorista Hamas. A China espera, com a sua reconhecida paciência, o momento para invadir Taiwan. Na América Latina, a Venezuela reclama uma parte do território da Guiana, rica em petróleo. A Coreia do Norte continua a investir no armamento e no espaço e o Irão acelera o enriquecimento de urânio para produção de uma bombar nuclear.
Estamos todos ligados e, consequentemente, qualquer guerra tem repercussões e danos que nos atingem. A guerra que a Rússia insiste em manter na Ucrânia exige o máximo de empenho e atenção, sobretudo por parte da União Europeia. Putin foi claro ao afirmar que a guerra na Ucrânia é contra a decadência do ocidente. Se Putin ganhar a guerra, avançará para a Moldova e outros se seguirão. É o nosso modo de vida que está em causa, a nossa liberdade e democracia. Os ucranianos estão a lutar e a morrer em nome dos nossos valores.
Em 2024, teremos eleições em vários Estados-Membros da UE, bem como eleições europeias em junho e, em Novembro, eleições para o Presidente dos Estados Unidos da América. Se Trump ganhar, a UE estará - cada vez mais - sozinha no apoio à Ucrânia. Aliás, a vitória de Trump coloca em perigo a própria democracia nos EUA. É impressionante e altamente preocupante que 50% dos americanos entre os 18 e os 45 anos não acredite que a “democracia seja a melhor forma de governação”.
A invasão ao Capitólio não foi apenas um lamentável e efémero episódio, havendo quem intimamente o tolere e aceite. Há uma radicalização global, um extremar de posições. Como tenho repetido, os moderados, absolutamente essenciais para o consenso e para as democracias, estão em dificuldades e a escassear. As recentes eleições na Europa e na América Latina são um reflexo disto. As eleições para o Parlamento Europeu, que decorrem entre 6 e 9 de Junho, podem trazer um aumento dos extremos.
Os extremos são maus, sejam eles de direita ou de esquerda. Não há bons ditadores, não há bons radicais.
Os extremos, ainda que involuntariamente, “alimentam-se” e promovem-se mutuamente.
No Parlamento Europeu, a extrema direita e a extrema esquerda votam contra todos os orçamentos, os fundos e programas. O crescimento dos extremos significa menos solidariedade europeia, o regresso do nacionalismo e do “orgulhosa- mente sós” e terá um impacto negativo nos Estados-Membros mais pobres, como é - infelizmente - o caso de Portugal.
Em Portugal, em 2024, teremos eleições nos Açores no dia 4 de fevereiro, legislativas no dia 10 de março e europeias no dia 9 de junho. O “encadeamento” destas eleições não será favorável a que se discutam as propostas de cada partido político sobretudo nas eleições europeias.
As eleições legislativas de 10 de Março são o resultado da enorme incompetência e leviandade da governação socialista. O governo caiu, apesar de ter beneficiado de um ambiente extremamente favorável.
O Partido Socialista tinha maioria absoluta na Assembleia da República, um Primeiro-Ministro experiente, um Presidente da República muito cooperante e dispunha de uma chuva de milhões como Portugal nunca teve. É imperdoável que se tenham desperdiçado estas condições, difíceis de repetir, que deveriam ter sido usadas para a competitividade, a coesão e a modernização de Portugal. O governo socialista desbaratou esta oportunidade e maltratou o esforço dos portugueses. É inaceitável e imperdoável o estado caótico do SNS e a degradação do ensino público. Temos excelentes profissionais nestas áreas, os portugueses suportam uma carga fiscal que está no máximo da nossa história e não falta dinheiro de fundos europeus ao governo! Aliás, é intolerável que o governo não tenha querido 8300 milhões de euros, na vertente dos empréstimos do PRR, que podiam ter sido utilizados, por exemplo, para a habitação, o armazenamento de água e a floresta.
O governo merece castigo e Pedro Nuno Santos não pode ter uma segunda oportunidade! Quem não serve para ministro, não pode ser Primeiro-Ministro. Há que recordar que o radical Pedro Nuno Santos não só despachou, levianamente, por WhatsApp, uma indemnização de 500 mil euros a Alexandra Reis, como, também, decidiu sozinho a localização do novo aeroporto, tendo sido imediatamente desautorizado pelo Primeiro-Ministro, que revogou o despacho de Pedro Nuno Santos. Por fim, foi obrigado a demitir-se por erros e graves omissões na sua conduta de governante.
Temos a obrigação de votar com responsabilidade! Portugal precisa, Luís Montenegro merece a oportunidade de governar e tem provas dadas de competência e responsabilidade na sua vida política e profissional.
O PSD está a liderar uma coligação com o CDS-PP que garante estabilidade e confiança. Portugal precisa de um Novo Rumo!

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