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2022, esperança e transformação!

Enfermeiros já esperam longamente a recontagem do tempo de serviço

2022, esperança e transformação!

Voz às Escolas

2022-01-03 às 06h00

Maria da Graça Moura Maria da Graça Moura

É preciso ter esperança, mas ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo…
Paulo Freire
Encerramos 2021 com o gosto amargo de que o mundo atravessou uma das piores caminhadas das nossas vidas pessoais e coletivas. A história registará para sempre em livros, artigos, vídeos e ensaios a experiência transformadora vivida pela humanidade em todo o planeta.

Com a chegada de 2022, chegam 12 capítulos em branco com 365 páginas para começarmos a escrever novas histórias. Este será o livro da esperança, de uma visão mais otimista do futuro. Acreditamos que as circunstâncias podem promover o repensar da mudança. Perante tamanha imprevisibilidade, devemos fixar-nos naquilo em que acreditamos e eliminar o que deixou de fazer sentido. A esperança é a crença na possibilidade de novos e positivos resultados. É acreditar que existe sempre uma saída mesmo para os problemas mais difíceis de superar. O que nos move na vida é a esperança. Com ela procuramos opções, vamos à luta e demonstramos a nossa força de caráter. Como diz o Papa Francisco, só uma “esperança contagiosa” que vence diante de incertezas mil é força motriz perante a nossa necessidade de confiança e diante dos desafios a que somos e continuaremos a ser submetidos. Por isso, a entrada neste novo ano abre-nos as portas a um tempo de reflexão: pensarmos sobre tudo o que foi vivido, nas dificuldades e nas conquistas, pensarmos que cada obstáculo foi uma forma de fortalecimento, de reinvenção, de ver a vida de diferentes formas e de entender o seu real sentido! Precisamos de vencer o perigo da “catástrofe geracional” e de superar a possibilidade de uma “geração COVID” (como diz o Secretário Geral da ONU).

Precisamos, mais do que nunca, da educação para recuperar de uma calamidade irreparável, silenciosa, sem precedentes. Precisamos de uma mudança da consciência e o melhor caminho é a transformação da educação, por meio de uma nova formação de professores/ /educadores que os habilite a um olhar pluridimensional para que a escola possa responder a este “novo normal” de distância física, de máscaras incómodas, de horários desencontrados, de ambientes renovados, de procedimentos preventivos. Para que a escola passe a valorizar o que temos de melhor: os alunos e se centre nas suas necessidades, convergindo no que é fundamental - o bem-estar físico, emocional, psicológico e afetivo de toda a comunidade educativa; para que a escola possa recuperar o tempo perdido (de relações, de conteúdos, de competências, de aprendizagens); para que a escola possa transformar esta “crise humanitária” (global e planetária) numa oportunidade educativa, desafiadora e inovadora, capacitante e transformadora. Para que a escola possa ser, de novo, um mundo de relações rico em encontros, de presença afetiva e efetiva, de modo a que os alunos cresçam resilientes, fortes e audazes para o amanhã que está a amanhecer!
O futuro começa hoje e para que a educação escolar ganhe força de mudança precisa do contributo de todos. Mesmo que a esperança da transformação não se concretize na grandeza do que desejamos, caminhemos em frente na construção do possível!...

Bem-vindo 2022!...

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