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Entrevistas

2017-12-02 às 06h00

José Paulo Silva

Victor Mendes, volta a presidir á Câmara Municipal de Ponte de Lima para o terceiro e ultimo mandato, liderando a única autarquia do CDS/PP no Minho. Em entrevista à Rádio Antena Minho e ao Correio do Minho sublinha as estratégias de desenvolvimento do concelho desde o combate bem-sucedido ao insucesso escolar, á aposta diversificada no turismo e na valorização e inovação empresarial. A prestação de cuidados de saúde é uma preocupação do autarca quer ter mais valências no hospital Conde de Bertiandos.

P - Vai cumprir o terceiro e último mandato como presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima (CMPL), o que é que poderá ser diferente no exercício das suas funções?
R - O facto de ser o terceiro mandato é como se estivesse a dar início à minha vida autárquica que já leva 16 anos. O início de um mandato é sempre o início de um ciclo em que procuramos dar o nosso contributo para a melhoria da qualidade de vida das nossas populações.

P - É um ciclo de continuidade?
R - Eu diria que a continuidade tem sido um dos factores de sucesso da estratégia de desenvolvimento do concelho de Ponte de Lima. É uma estratégia que junta a cultura, a tradição, a inovação, a criatividade e o desenvolvimento. Ao mesmo tempo temos definido sempre um conjunto de prioridades que têm sido decisivas para o bem-estar e felicidade dos nossos concidadãos. Desde logo na área da educação - seguramente uma das nossas grandes prioridades - em que ao longo dos últimos mandatos fizemos um reordenamento da rede do pré-escolar e do primeiro ciclo.

P - Ponte de Lima terá sido dos primeiros municípios a criar uma rede de centros escolares?
R - Fomos seguramente um dos poucos Municípios do país que conseguiram concluir o que inicialmente estava previsto na Carta Educativa entre 2007 e 2013. Construímos 12 novos centros educativos quer para o pré-escolar, quer para o primeiro ciclo e também escolas integradas no segundo e terceiro ciclo.
P - Essa urgência em concluir essa rede de centros escolares teve resultados práticos?
R - Naturalmente que sim. Há mais de uma década tínhamos as maiores taxas de insucesso escolar. Tínhamos a maior taxa de retenção e de desistência do ensino básico. Felizmente conseguimos inverter essa tendência e somos, hoje, a nível do distrito, o município que apresenta a maior taxa de sucesso do ensino secundário e uma menor taxa de retenção e desistência no ensino básico. No passado tínhamos cerca de 70 equipamentos escolares, hoje temos doze centros educativos e mais alguns jardins-de-infância e apenas duas escolas do primeiro ciclo. Foi um grande exemplo a nível nacional ter avançado para o encerramento de estabelecimentos de ensino com poucos alunos e com turmas mistas, porque conseguimos envolver toda a comunidade educativa do concelho.

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