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“Viana do Castelo é exemplo de desenvolvimento transfronteiriço”
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Alto Minho

2018-07-21 às 06h00

Patrícia Sousa

Primeiro-Ministro inaugurou, ontem, a 2.ª e 3.ª fase da Eurostyle Systems, que representou um investimento de 27 milhões de euros e a criação de 350 postos de trabalho no Parque Empresarial de Lanheses. António Costa elogiou trabalho do município.

Viana do Castelo tem “todas as condições para poder continuar a ser um polo de desenvolvimento económico, de criação de riqueza e de emprego cada vez mais qualificado”. A garantia foi deixada ontem pelo primeiro-ministro, durante a inauguração da 2.ª e 3.ª fase da empresa Eurostyle Systems, situada no Parque Empresarial de Lanheses, elogiando o município por ser “um exemplo de desenvolvimento transfronteiriço”.
Em resposta, o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, José Maria Costa, afirmou que quer estar, até 2020, no ‘top ten’ das exportações portuguesas, ultrapassando os concelhos de Porto e Matosinhos e atingindo os mil milhões de euros. “Em 2017, Viana do Castelo, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), é o 16.º concelho de país com mais exportações. “Em 2020, o concelho exportará mais de mil milhões de euros, esperando ultrapassar o Porto e Matosinhos”, sublinhou o autarca, José Maria Costa, acreditando que este objectivo será sustentado com a produção dos sectores eólico (30%), do papel (30%) e da indústria automóvel (40%). “O município investiu em 2017 e 2018 cerca de 9,1 milhões de euros em aquisição de terrenos e obras de infraestruturação de áreas empresariais para acolher novas empresas ao concelho”, lembrou ainda o presidente, adiantando que “o investimento em curso, em nove novas indústrias, em Viana do Castelo, é de 230 milhões de euros, sendo que no sector automóvel é de 132 milhões de euros, prevendo-se até final de 2019 a criação de 1.600 empregos”.
Perante estes números, José Maria Costa foi peremptório: “estamos no Plastique Valley de Portugal. É aqui, em Viana do Castelo, onde temos o maior número de empresas do sector plástico que produz componentes para automóveis”.
O próximo passo é, ainda nas palavras do presidente, o trabalho em conjunto entre empresas e centros de investigação.
Também António Costa, que falou durante a inauguração da ampliação da fábrica da multinacional francesa Eurostyle Systems, começpou por referir que “o investimento tem vindo e vai continuar a vir para Portugal, o que é absolutamente essencial”. E para continuar a atrair investimento estrangeiro para o nosso país, o primeiro-ministro assumiu que “a qualidade dos recursos humanos e o investimento na qualificação desses recursos é a chave da atracção”, indicando o distrito de Viana do Castelo como um exemplo nacional. “Esta região, em particular a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho tem vindo a fazer um trabalho de excelência, já que as escolas de ensino profissional têm vindo a desenvolver-se e muito vocacionadas para a indústria, sobretudo automóvel”.
A segunda condição para atrair investimento, ainda de acordo com o primeiro-ministro, “é ter um território preparado para acolher e valorizar esse investimento e a Câmara Municipal de Viana do Castelo tem sido absolutamente exemplar no trabalho que tem vindo a desenvolver com um conjunto muito significativo de zonas industriais”. Não é por acaso que o concelho de Viana do Castelo, acrescentou o governante, “tem sido dos concelhos onde se tem conseguido atrair mais investimento”. E António Costa foi mais longe: “nos últimos dois anos foram oito contratos de investimento internacionais só para indústria”.
Estes números têm sido possíveis graças “à capacidade que a câmara tem tido em ordenar e preparar bem o território para acolher os parques industriais onde as empresas se podem instalar com boas condições e criar sinergias”.
Além disso, o Município de Viana do Castelo tem sabido perceber, segundo o primeiro-ministro, que “ser uma região de fronteira não é uma desvantagem mas, pelo contrário, é uma oportunidade”. E António Costa assumiu: “este foi o primeiro distrito a perceber que a proximidade com a fronteira é uma enorme oportunidade pelas sinergias que se podem criar”.
Este ‘piscar de olho’ começou com a indústria têxtil e agora o sector automóvel segue-lhe as pisadas. “Com a modernização da linha do Minho, com o desenvolvimento do porto de Viana do Castelo e as ligações rodoviárias, Viana do Castelo está a meio de dois aeroportos internacionais e centros de conhecimento, por isso, tem todas as

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