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Braga, terça-feira

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Utentes do Novais e Sousa convidaram bracarenses a reflectir sobre a deficiência
“Título para a cidade e para os bracarenses”

Utentes do Novais e Sousa convidaram bracarenses a reflectir sobre a deficiência

“Temos o dever de memória em relação às vítimas do Holocausto”

Utentes do Novais e Sousa convidaram  bracarenses a reflectir sobre a deficiência

Braga

2019-12-08 às 13h00

Paula Maia Paula Maia

Espectáculo que teve lugar no Museu dos Biscainhos durante sexta-feira e sábado procurou criar um espaço de reflexão sobre as perspectivas destes cidadãos com deficiência nas diferentes dimensões das suas vidas.

Com lotações esgotadíssimas, terminaram ontem as últimas sessões do espectáculo protagonizado pelos utentes do Instituto Novais e Sousa, no Museu dos Biscainhos, que convidou os bracarenses a reflectir sobre a deficiência.
‘Foi, É, Será’, foi o tema escolhido para a performance deste ano para assinalar o Dia da Pessoa com Deficiência.
Através do teatro, da dança e da música, cerca de 80 ‘actores’ da instituição procuraram demonstrar que apesar de serem pessoas com necessidades singulares, têm desejos e ambições comuns a qualquer cidadão.
Com encenação de Eduardo Dias, a performance deste ano contou com um processo de criação completamente distinto dos anteriores. A partir de entrevista feitas aos utentes, o encenafor criou todo um ‘enredo’ que procurou transmitir ao público as vivências, as histórias, as emoções e as perspectivas de futuro destes portadores de deficiência mental.
“O espectáculo veio de dentro para fora da instituição, ao contrário do que aconteceu com os anteriores”, revelou ao CM Eduardo Dias.
Conjugando diferentes vertentes artísticas, foi a declamação aquela que mais inquietou os espectadores pela força da mensagem.
“Será que vuu ser feliz?’ Será que vou encontrar uma pessoa’?, ‘Será que vou ter um emprego’’, ‘Será que vou sentir a perda?’ foram algumas questões com que António José Coutinho, conhecido por Tozé, brilhantemente interpelou a assistência.
“O mais bonito deste processo é a forma como assimilam tudo isto, o aplauso e, mais do que tudo, é o questionamento que eles próprios fizeram ao público. Sentimos que as pessoas incomodaram-se com as perguntas deles”, diz o encenador.
Eduardo Dias diz que o principal objectivo foi comprido. “Não se procura provocar por provocar. Procurou-se um espaço para a reflexão”, argumenta o encenador, justificando que neste espectáculo introduziu-se um outro tipo de registo, outra forma de comunicar, que resultou numa criação original que teve como base as próprias vivências destes utentes.
O Museu dos Biscainhos ajudou a enfatizar a mensagem. “O museu relata um tempo. Penso que houve uma coerência entre o espaço e o conteúdo da mensagem que relata também um tempo, do passado, do presente e do futuro”, continua o encenador.
Isabel Silva, directora do Museu dos Biscainhos, diz que esta não é a primeira vez que o museu acolhe as iniciativas do Instituto Novais e Sousa, assim como de outras instituições sociais do concelho.
“Consideramos que é um dever nosso acolher iniciativas como esta já que este é um espaço de cidadania e encontro de pessoas”, referiu ao CM a directora.
O Instituto Novais e Sousa volta para o ano com novidades.

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