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Braga, segunda-feira

Tecnologias digitais são oportunidade para aproveitar dentro da sala de aula
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Tecnologias digitais são oportunidade para aproveitar dentro da sala de aula

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Braga

2018-07-12 às 07h00

Marta Amaral Caldeira

As novas tecnologias são “uma oportunidade” que as escolas devem saber aproveitar em benefício dos seus alunos e da melhoria das suas competências para a sociedade competitiva de hoje.

A introdução de novas tecnologias em ambiente de sala de aula é uma das discussões que hoje se coloca nas escolas. O tema foi levado ao III Encontro de Boas Práticas da Rede de Bibliotecas de Braga, onde ficou a mensagem de que esta “é uma oportunidade” para melhorar apreendizagens e potenciar a leitura - algo que as escolas devem saber aproveitar.
Carlos Pinheiro, coordenador interconcelhio da Rede de Bibliotecas de Cascais, trouxe o assunto ao debate, exemplificando algumas metodologias como o uso de telemóvel com orientação do professor, pois com esta orientação e conduzida para as actividades práticas escolares pode ser uma mais-valia. E não só. O facto de se ensinar os alunos a usar as ferramentas tecnológicas como mais um instrumento de recurso e apoio ao estudo e ao conhecimento, permite incutir-lhes também “um uso mais responsável da tecnologia”
“O principal desafio é que as escolas percebam que esta tecnologia é uma oportunidade porque o caminho da proibição que tem sido utilizado em diferentes países não é o mais correcto”, advertiu. “A tecnologia está disponível e temos esta oportunidade única que é usar a tecnologia - que não tem que ser a escola a fornecê-la e que deve ser aproveitada”, disse, apontando que se trata de “um problema”, mas que deve ser resolvido a favor da escola.
O professor bibliotecário apontou para a necessidade de a escola se abrir para esta mudança das práticas dentro da sala de aula como forma de melhor preparar também os seus alunos para os desafios do futuro.
Presente em Braga esteve ontem também Teresa Calçada, Comissária do Plano Nacional de Leitura (PNL), que afirmou que Portugal “está no bom caminho” no que toca à leitura. “Estamos muito parecidos com o mundo”, frisou a responsável, apontando o aumento da escolaridade dos portugueses como o grande motivador deste bom estado de saúde da leitura.
“Segundo os indicadores que temos, há, de facto, mais leitores e mais pessoas a ler em todos os formatos, embora nem sempre tanto quanto nós reconhecemos que é preciso para hoje o mundo contemporâneo fazer face aos múltiplos conhecimentos, mas o nosso trabalho é precisamente aumentar os hábitos de leitura”.
Teresa Calçada destacou a importância destes encontros entre bibliotecas e seus responsáveis no sentido de “partilhar boas práticas” que potenciam a leitura e, ao nível escolar, apontou para “os bons índices” de participação de alunos e professores em actividades de divulgação da Ciência ou Literacia.
A comissária do PNL deixa o alerta: “não haver Internet nas escolas é fatal para o desenvolvimentos das competências de leitura dos alunos, pois, hoje, a leitura é em todos os suportes”.

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