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Braga, sexta-feira

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Seis instalações visuais e sonoras dão vida a museus durante a Noite Branca
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Seis instalações visuais e sonoras dão vida a museus durante a Noite Branca

Braga

2019-09-03 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

Vário espaços culturais da cidade serão animados durante a Noite Branca com as instalações de artistas nacionais e internacionais. Os seis projectos artísticos foram os eleitos entre as 88 candidaturas apresentadas à Fundação Bracara Augusta.

A Noite Branca de Braga vai ser animada com instalações audiovisuais, sonoras e interactivas que vão percorrer vários espaços públicos. O objectivo é que a cidade ‘respire’ actividade durante o evento, surpreendendo o público no Rossio da Sé, Museu dos Biscainhos, Museu Pio XII, Museu da Imagem, Termas Romanas do Alto da Cividade e Palácio do Raio.
Estas seis instalações resultam dos projectos artísticos seleccionados no âmbito do concurso promovido pela Fundação Bracara Augusta (FBA) em parceria com a Câmara Municipal de Braga. Ao todo foram 88 os projectos que se apresentaram este ano a concurso, que tem como principal objectivo o enriquecimento da programação da Noite Branca com várias actividades culturais complementares nas áreas mais diversas desde as media arts, artes visuais, arquitectura, design, arte urbana e sonora.

“Esta é uma oportunidade única para muitos artistas darem a conhecer o seu trabalho a um público muito mais alargado, tendo em conta que pela Noite Branca de Braga passam mais de meio milhão de pessoas”, assinalou Raquel Nair, presidente da FBA.
A responsável destaca, por outro lado, o facto de estas instalações servirem também de promoção dos vários espaços públicos culturais da cidade. “Durante a Noite Branca os museus estarão excepcionalmente abertos na sexta-feira até às 22 horas e no sábado até à uma da manhã e, por isso, esta é também uma oportunidade para os dinamizar e promover”, frisou, acrescentando que “esta é uma medida que já tem sido seguida em diversas outras iniciativas e que tem levado a um grande crescimento do público que visita os museus e espaços culturais da cidade nos últimos anos - o que, para nós, é muito satisfatório e demonstra bem o importante caminho a nível cultural que Braga está a fazer”.

Destaque-se o facto de nesta edição terem concorrido um total de15 projectos internacionais, demonstrando que a Noite Branca de Braga “é um evento além fronteiras”, refere a presidente da FBA.
“Nós promovemos o concurso na plataforma Braga Cidade Criativa da UNESCO para as Media Arts e, nesta edição, contámos com estas 15 candidaturas internacionais, o que significa que Braga está a ser reconhecida internacionalmente também e é esse o nosso objectivo”.
Dos seis projectos escolhidos para animar a Noite Branca, há três nacionais (dois dos quais de Braga) e três internacionais (Dinamarca, Japão e Itália). Estes projectos artísticos serão apoiados financeiramente com uma verba de 25 mil euros. “Tivemos muitas candidaturas e todas com muita qualidade e, por isso, esperamos que todas estas instalações dispersas pelos vários espaços culturais da cidade sejam visitadas amplamente por todos aqueles que viveram a Noite Branca de Braga”, convidou Raquel Nair.

Artistas nacionais e internacionais convocam público a uma visita

As seis instalações artísticas dão vida a seis emblemáticos espaços culturais da cidade de Braga durante a Noite Branca, convidando a uma visita. A instalação o ‘Grito’ (Openfield CreativeLab), no Rossio da Sé, desafia o público a usar o grito como forma de expressão.
No Museu dos Biscainhos é pelos seus jardins que se pode apreciar a obra ‘A Noite Dividida’ (António Pedro Faria e Miguel Santos) - com um conjunto de esculturas ou dispositivos - invoca um livro poemas de Sebastião Alba. No Museu da Imagem pode ver-se a instalação ‘Ceráunia’ (Adriana Romero e Joana Patrão) - uma especulação imagética de achados arqueológicos de Braga.

De Itália chega ‘Brozen Panorama’ (Cinzia Campolese) - a instalação audiovisual estará patente no Museu Pio XIIl, com redes de algoritmos a gerar som e luz interligados. Nas Termas Romanas da Cividade pode ser apreciada a instalação sonora ‘Petrichor’ (Junya Oikawa), do Japão; promovendo uma nova forma de interacção com a media art, utilizando apenas sons da Natureza, a tecnologia do som digital e o local histórico.
‘Vibrant Cathedral II’ (Lars Lundehave Hansen) é a obra de arte da Dinamarca que promete arrebatar com 15 ventiladores industriais a soprar no Palácio no Raio.

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