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SC Braga precisou de tremer para regressar às vitórias
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SC Braga precisou de tremer para regressar às vitórias

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Desporto

2018-08-27 às 06h00

Carlos Costinha Sousa

Guerreiros do Minho voltaram aos triunfos, na recepção ao Desp. Aves, apagando a imagem deixada nos últimos jogos, mas só depois de terem voltado a tremer, após o golo forasteiro.

Foi a resposta desejada, mas também houve um susto pelo meio. O SC Braga regressou aos triunfos, na recepção ao Desp. Aves, conseguindo vencer por 3-1, apesar de ter estado em desvantagem no marcador.
Não se esperava fácil o jogo do SC Braga nesta terceira jornada da I Liga e os primeiros 45 minutos vieram confirmar essa mesma situação, com o nulo a manter-se ao intervalo e sem grandes situações para marcar, quer por parte dos Guerreiros do Minho, quer por parte do Aves.
Mesmo assim, os bracarenses estiveram sempre mais activos e perigosos no ataque, com Dyego Sousa, aos 21 e 25 minutos, a cabecear com perigo, primeiro para excelente defesa de Beunardeau e depois para uma defesa mais tranquila e fácil.

O Aves respondeu com dois remates que não levaram grande perigo à baliza de Matheus, mas mesmo assim colocaram em sentido a defesa do SC Braga, mas a situação mais flagrante do primeiro tempo pertenceu mesmo aos arsenalistas, por intermédio de Palhinha, que após um ressalto rematou de pé esquerdo levando a bola a embater no poste da baliza dos avenses.
Já nos descontos da primeira parte, Wilson Eduardo apareceu completamente sozinho na área, mas cabeceou muito por cima o cruzamento milimétrico de Sequeira. E com naturalidade o intervalo chegou sem alterações no marcador.

No segundo tempo, chegou logo o susto para o SC Braga. Isto porque, aos 52 minutos, o Aves chegou ao golo, por intermédio de Defendi, que apareceu sozinho na área bracarense para bater Matheus. Minutos antes, o mesmo Defendi tinha estado num lance que seria penálti para o SC Braga, por mão na bola, não fosse o árbitro, nem o VAR não terem sancionado a falta.

Os forasteiros estavam na frente e pedia-se reacção bracarense, que chegou, aos 59 minutos, após muita pressão sobre o Aves por Wilson Eduardo que, com um remate muito forte e colocado, deu novo ânimo aos Guerreiros do Minho que só precisaram de mais cinco minutos para dar a volta ao resultado: desta vez foi o estreante a titular Palhinha que se elevou mais alto que os centrais contrários e cabeceou sem hipóteses para Beunardeau.
Estava feito o 2-1 e agora sim o SC Braga parecia encaminhar-se para um final de jogo mais tranquilo. Até porque, aos 78 minutos, o matador Dyego Sousa fez também o gosto à cabeça e marcou o terceiro bracarense, que permitiu à equipa tranquilizar, dominar o resto da partida, criar mais ocasiões de golo e ter acertado mesmo nos ferros, ao longo do jogo, por três vezes.
E a vitória por 3-1 não mais fugiu aos bracarenses, que assumiram a liderança da I Liga.

Abel Ferreira: “São estas respostas que se pedem para criar hábito de vitória”

“Este é um grupo que trabalha no limite. E trabalha para conseguir criar um hábito de vitória, que é o que é necessário para conseguirmos ter uma equipa a jogar como se pretende e a conseguir garantir os objectivos que estão traçados”. Abel Ferreira começou por analisar desta forma a vitória que o SC Braga garantiu, ontem, na recepção ao Desp. Aves e no regresso a casa depois do desaire nos Açores.
Para o treinador, é este tipo de respostas que o SC Braga tem que dar depois das coisas correrem mal, mas, acima de tudo, essa “resposta tem que ser dada pelos jogadores dentro do campo. Isso é o mais importante”.
Quanto ao jogo, na opinião de Abel, o SC Braga conseguiu, mais uma vez, produzir muito jogo ofensivo, com “três golos marcados e três bolas nos ferros”, mas voltou a pecar um pouco na finalização, uma vez que “foram três, mas podiam ter sido 4 ou 5”.

Importante para o técnico é que, mesmo tendo sofrido um golo, a equipa esteve equilibrada dentro de campo e também tem estado fora: “temos que ser equipa equilibrada constantemente. Estar contentes quando ganhamos e tristes quando perdemos”. Para além disso, Abel Ferreira voltou a frisar que todos no clube têm que “acreditar muito no que fazemos, no nosso processo, no nosso colega do lado, porque esta equipa tem ainda muito para dar. Temos que acreditar que somos capazes, quando for necessário, como hoje [ontem], de ultrapassar o adversário, mesmo que este coloque 6 e 7 jogadores em linha nas zonas defensivas”.
A crença é importante para o técnico, mas também a “alma muito grande que esta equipa tem, que estes jogadores têm e que se cria sempre em nossa casa, com os nossos adeptos”.

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