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Braga, quinta-feira

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Braga

2014-11-09 às 06h00

José Paulo Silva

Santa Casa da Misericórdia de Braga iniciou demolições de edifícios do ex-Hospital de S. Marcos. Empreitada visa a qualificação do espaço adjacente ao Palácio do Raio e edifício D. Diogo de Sousa.

A assembleia geral da Santa Casa da Misericórdia de Braga ratificou ontem a candidatura da instituição a fundos do Programa Operacional Regional Regional do Norte (ON.2) para a qualificação da área envolvente do Palácio do Raio. O investimento de 250 mil euros, já em execução, visa a demolição de uma série de construções do ex-complexo hospitalar de S. Marcos, localizadas nas traseiras do Palácio que está actualmente a sofrer obras de requalificação para albergar o Centro Interpretativo das Memórias da Misericórdia de Braga.

Bernardo Reis, provedor da Misericórdia, adiantou ao Correio do Minho que há fortes possibilidades de aprovação da candidatura apresentada ao Eixo Prioritário de Coesão Local e Urbana do ON.2, em regime de ‘overbooking’, para a qualificação daquele espaço do complexo de S. Marcos.

A demolição de edifícios que foram construídos ao longo das últimas décadas, sem plano, para suprir necessidades de crescimento do Hospital de S. Marcos visa “isolar” o Palácio do Raio, dando outra dignidade a um dos mais notáveis edifícios de arquitectura civil da cidade, em estilo barroco joanino, classificado como imóvel de interesse público.

Um dos edifícios a demolir será o da antiga radiologia, o que possibilitará uma nova interpretação de edifícios adjacentes de grande valor patrimonial e histórico, seja o Palácio do Raio, seja o edifício D.Diogo de Sousa (Hospital Velho).
Esta demolição revelará de novo o alçado sul do edifício D.Diogo de Sousa e o alçado poente do palácio do Raio.

Na área que ficará livre com as demolições já iniciadas será criada uma zona verde.
De modo a não perder a possibilidade de uma comparticipação de 80 por cento do custo desta empreitada de qualificação da envolvente do Palácio do Raio, a mesa administrativa da Misericórdia decidiu avançar com a candidatura a fundos sobrantes da ON.2, cujo prazo terminou em 30 de Outubro, obtendo ontem a concordância da assembleia geral da Santa Casa para essa opção, bem como para a necessárias alterações do segundo orçamento suplementar e plano de actividades de 2014, já que a empreitada em causa não estava prevista nos documentos de gestão.

A empreitada que aguarda aprovação dos gestores do ON.2 é mais uma etapa no processo de de qualificação do espaço urbano do Complexo de S. Marcos, conjunto de imóveis numa área de quase 20 mil metros quadrados onde funcionou o Hospital de Braga até 2011.
A mesa administrativa aguarda pela abertura de concursos do novo quadro comunitário de apoio para avançar com a requalificação do edifício Santos da Cunha para a instalação de unidade de cuidados continuados integrados, fisioterapia e apoio às demências.
“O projecto está aprovado e pronto a ir a concurso”, garante o provedor Bernardo Reis.

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