Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Reitor desafia Escola de Economia a celebrar contrato-programa para reforçar autonomia
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Reitor desafia Escola de Economia a celebrar contrato-programa para reforçar autonomia

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Ensino

2018-03-13 às 06h00

Paula Maia

Rui Vieira de Castro diz que esta é uma figura prevista nos estatutos da universidade e que a escola deveria explorar. O alargamento do grau de autonomia foi uma das principais reivindicações do presidente da EEG no 36.º aniversário da escola.

O reitor da UMinho desafiou ontem os responsáveis da Escola de Economia e Gestão (EEG) a celebrar um contrato-programa com a reitoria a fim de obter mais autonomia. Rui Vieira de Castro respondia assim a um dos desejos expressos pelo presidente da EEG, Francisco Veiga, na cerimónia do 36.º aniversário da escola onde reclamou maior grau de autonomia para gerir a escola de uma forma mais eficiente e colocar em prática uma estratégia de excelência.
Desafio a escola a explorar estas margens de autonomia que os nossos estatutos permitem em função da celebração de um contrato-programa, referiu Rui?Vieira de Castro, adiantando que actualmente só a Escola de Medicina enveredou por este caminho, embora considere que o acordo estabelecido seja apenas uma aproximação àquilo que deveria ser verdadeiramente a celebração de um contrato-programa e que supõe a assunção clara de responsabilidades de uma parte e de outra, de transferência de competências, assim como de maior capacidade de recursos financeiros e humanos.

O reitor adianta que, dado o seu carácter experimental, este é um processo que precisa de ser bem ponderado, deixando a garantia de abertura por parte da reitoria.
A autonomia foi uma das tónicas centrais do discurso de presidente da EEG, mencionando que a centralização que outrora poderá ter potenciado uma boa gestão, actualmente constitui um entrave à mesma.
Não faz sentido que uma escola que todos os anos gera saldos positivos de centenas de milhares de euros tenha de pedinchar ao reitor a abertura de concursos para docentes de carreira, a contratação de trabalhadores não docentes ou a atribuição de plafonds que nos permitam gastar os fundos gerados, referiu Francisco Veiga, considerando que a reduzida autonomia que a escola dispõe é um entrave à eficiência, colocando-a em clara desvantagem face aos seus principais concorrentes e dificultando a obtenção de algumas acreditações internacionais.

Creio que é possível conciliar a proveitosa colaboração e solidariedade entre as unidades orgânicas da UMinho com o aumento do seu grau de autonomia e responsabilização, continua o presidente da EEG, mostrando-se disponível para contribuir para o debate que conduza a um novo e mais eficiente modelo de gestão da universidade. Falando dos desafios futuros desta unidade orgânica, Francisco Veiga sublinha a importância de preparar os alunos para chamada Economia 4.0. Nesse sentido a EEG está a encetar um processo de restruturação dos seus cursos no sentido de dar mais ênfase às competências transversais dos alunos com o objectivo de os preparar para o mundo da digitalização.

Ao nível da captação de estudantes, um dos desafios actuais das universidades, a EEG pretende também alargar o seu leque de formação, não se centrando apenas nos alunos que ter- minam o ensino secundário.
Ao nível da componente financeira, e a fim de obter mais receitas próprias, a escola pretende estabelecer mais parcerias com empresas e produzir mais trabalhos de consultadoria para empresas, associações e até para o governo.
A UMinho Exec, destinada à Formação de Executivos, é um dos projectos de maior sucesso da EEG. Segundo Francisco Veiga, além captar formandos que estão à procura de uma formação mais especializada, permite também à escola angariar receitas próprias, conferindo-lhe maior flexibilidade financeira.

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